À Deriva abre o Festival de Paulínia

Filme de Heitor Dhalia inicia a mostra que, na segunda edição, homenageia, entre outros, as atrizes Lília Cabral e Glória Pires

Luiz Carlos Merten, O Estadao de S.Paulo

26 de junho de 2009 | 00h00

Seis longas de ficção e outros seis documentários integram as mostras competitivas do 2º Festival de Paulínia, de 9 a 16 de julho. Todos são inéditos nos cinemas brasileiros, embora No Meu Lugar, de Eduardo Valente, já tenha sido exibido no Festival de Tiradentes, em janeiro; Moscou, de Eduardo Coutinho, tenha integrado a competição do Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade; e Só Dez por Cento É Mentira, de Pedro César, sobre Manoel de Barros, tenha sido visto no Festival do Rio, no ano passado. O longa da abertura, À Deriva, de Heitor Dhalia, será exibido fora de concurso, como o de encerramento, Tempo de Paz, de Daniel Filho. À Deriva integrou a mostra da seção Un Certain Regard, no recente Festival de Cannes. Tempo de Paz é uma adaptação da peça Novas Diretrizes em Tempos de Paz, de Bosco Brasil.No total, o 2º Festival de Paulínia deverá exibir 26 filmes. Além dos 14 longas, foram selecionados 12 curtas. Seis deles foram produzidos com recursos do 2º edital do Polo Cinematográfico de Paulínia. No próximo dia 10, logo após o início do festival deste ano, a prefeitura de Paulínia estará divulgando os vencedores do 3º edital, visando já a que integrem, se possível, a mostra de 2010. A comissão de seleção foi formada pelo crítico Rubens Ewald Filho, pelo produtor Ivan Melo e o secretário de Cultura da cidade, Emerson Alves. Os filmes da competição concorrerão a prêmios no valor de R$ 650 mil. Todas as projeções ocorrerão no Theatro Municipal de Paulínia e o filme de encerramento será seguido por um show dos Paralamas do Sucesso. As sessões são gratuitas e abertas ao público em geral.Como já fez no ano passado, ao homenagear José Mojica Marins e Dercy Gonçalves, o festival presta homenagens especiais a Lília Cabral, Sandra Corveloni, Cláudio Torres, Toni Ramos, Glória Pires e César Charlone. Sandra, mais conhecida por sua atividade no teatro, foi melhor atriz no Festival de Cannes do ano passado, por Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas. Charlone, uruguaio de nascimento, é o grande fotógrafo dos filmes de Fernando Meirelles, além de haver codirigido, ele próprio (com Enrique Fernández), O Banheiro do Papa. Os demais homenageados estão ligados aos três grandes sucessos do cinema brasileiro em 2009. Ramos e Glória estrelam Se Eu Fosse Você 2, de Daniel Filho, que bateu o recorde de público dos últimos 15 anos (a chamada ?Retomada?). Lília é a alma de Divã, de José Alvarenga Jr., e Cláudio Torres é o diretor de Mulher Invisível. Juntos, os três filmes já atingiram 9 milhões de espectadores, batendo em apenas seis meses os 8,7 milhões que toda produção nacional fez em 2008.Os dois longas da competição de ficção produzidos com recursos do Polo de Paulínia são os novos filmes de Luiz Villaça, O Contador de Histórias - com Denise Fraga -, e Enquanto Dura o Amor, de Roberto Moreira. Os demais concorrentes de ficção são - Destino, de Moacyr Góes; Olhos Azuis, de José Joffily; Antes Que o Mundo Acabe, de Ana Luiza Azevedo; e o citado No Meu Lugar. Os documentários concorrentes - Caro Francis, de Nelson Hoineff; Mamonas, o Doc., de Cláudio Kahns; Sentido À Flor da Pele, de Evaldo Mocarzel; Herbert de Perto, de Roberto Berliner e Pedro Bronz; e os citados Moscou e Só Dez por Cento É Mentira.Paralelamente, serão realizadas duas mostras abertas ao público. A Mostra Paralela vai apresentar - Mulher Invisível; Divã; Linha de Passe; O Menino da Porteira, de Jeremias Moreira; e Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles. A 4ª Mostra Paulínia programou dez títulos, entre eles Saneamento Básico, de Jorge Furtado, Se Eu Fosse Você, o primeiro, também de Daniel Filho; Lisbela e o Prisioneiro, de Guel Arraes; e Ó Paí, Ó, de Monique Gardenberg.

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