A Democracia, dos gregos à atualidade

ORIGENS: A palavra democracia aparece tardiamente no vocabulário grego. Sob a forma escrita é vista, pela primeira vez, na peça Suplicantes, de Ésquilo, representada por volta de 468 a. C. Mas é provável que o fenômeno político tenha surgido antes do que a palavra que o designa.POLÊMICAS: As virtudes do "governo do povo" não eram unanimidade entre os gregos. O estrangeiro Protágoras a justificava com o argumento de que todos os homens eram capazes de formular um julgamento político. Péricles acentuava a igualdade de todos diante das leis. Mas Platão dizia que a democracia colocava o poder de decisão nas mãos de uma multidão ignorante, volúvel e pronta a seguir os demagogos que se empenhavam em bajulá-la. FORMA CLÁSSICA: É a estabelecida por Aristóteles e distingue a democracia (governo de todos os cidadãos) da monarquia (de um só), e a aristocracia (de poucos). IDADE MÉDIA: De origem romana, a concepção medieval faz a contraposição entre o poder supremo que deriva do povo e aquele que deriva do príncipe. MODERNIDADE: A teoria moderna, nascida com Maquiavel, parte da distinção entre formas históricas de governo - a monarquia e a república. O governo genuinamente popular é chamado de república, em vez de democracia. HOJE: Praticamente todos os regimes reivindicam para si o título de democráticos, da democracia "liberal" à democracia "popular". Ao longo do século 20, o debate se deu entre o que se convencionou chamar de democracia "formal" versus "substancial". Ênfase nos procedimentos na primeira (voto universal, independência dos poderes, etc) e ênfase no igualitarismo na segunda. Alguns autores defendem que a democracia perfeita, portanto utópica e até agora não realizada, seria tanto formal como substancial.

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