A cover que nunca viu seu ídolo

Verônica Pires, que canta hoje, só a conhece de DVD e cinema

, O Estadao de S.Paulo

12 de dezembro de 2008 | 00h00

Verônica Pires, a Madonna cover oficial, ficou fascinada por seu ídolo quando assistiu ao filme Na Cama Com Madonna, embora já tivesse despertado interesse por ela aos 16 anos, desde que viu primeiro o clipe, Papa Don?t Preach. Pensou: "Quem é essa mulher, essa artista tão bacana, cheia de atitude?" Então a tomou como modelo. "Queria ser como ela." Já faz quase 20 anos que Verônica encarnou a personagem. Tem gente que adora, tem gente que acha trash, mas divertido. Quem quiser conferir pode ir vê-la no Coppola Music hoje.O show Lollypop é baseado na promo tour que Madonna fez do álbum Hard Candy. Tem uma mistura de novas canções e velhos hits. "Não dá pra fazer um show só com músicas novas, porque nem todo mundo conhece." Nem a original faz. "O meu show é um pouquinho diferente do da Madonna, não é exatamente igual, porque não tenho a mesma estrutura dela."Entre 2003 e 2004, Verônica trabalhou para a gravadora Warner, atuando nos lançamentos de álbuns e clipes da cantora no Brasil. Embora seja fã dedicada, Verônica nunca viu seu ídolo ao vivo. Quando Madonna veio pra cá na primeira vez com o Girlie Show, ela tinha sofrido um acidente e ficou imobilizada por um tempo. Desta vez, também não vai ver porque estará se apresentando em três eventos em Campo Grande. "Minha vida está uma correria com essa vinda dela pra cá, porque todo mundo quer me contratar para fazer show cover", conta. "Também não consegui comprar ingresso. Não dava pra parar minha vida e ficar plantada na fila. Esperava ganhar convite, o que também acabou não acontecendo. Se fosse, talvez seria só no dia 21." Quem se habilita?Sticky and Sweet ela viu num DVD amador, gravado por um amigo e suas impressões não foram das melhores. "Ela está meio diferente. Esperava mais da Madonna. É legal e tudo, mas está longe de ser bom como Confessions."Para ela, é um desafio representar uma estrela viva, com personalidade tão forte, mas ela resolve o dilema dando toques pessoais. "Tem atitudes que eu tomo no palco, que ela jamais faria, como por exemplo cantar perto do público, pegar na mão das pessoas. Isso é muito legal. Depois, no camarim, eu recebo todo mundo, pra tirar foto, bater papo. Isto é mais da Verônica."

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