A Bela e a Fera em duas versões

Montagem clássica de Walt Disney volta ao cartaz dia 30 e adaptação produzida por Billy Bond estreia em junho

Ubiratan Brasil, O Estadao de S.Paulo

10 de abril de 2009 | 00h00

Fãs de musicais terão, em poucos dias, a insólita opção de escolher a qual versão de A Bela e a Fera preferem assistir - a montagem clássica de Walt Disney, que atraiu cerca de 500 mil pessoas na temporada de 18 meses iniciada em 2002, e que volta em cartaz no dia 30, no Teatro Abril, com quase todo elenco renovado; ou uma adaptação do livro original de Jeanne Le Prince, produzida por um veterano do ramo, Billy Bond, que estreia em junho, no HSBC Brasil.Na essência, ambas trazem a mesma trama, ou seja, a história da moça que, para salvar a vida do pai, se entrega a um príncipe transformado em monstro por uma feiticeira. Orçado na época em R$ 8 milhões para a produção e outro milhão mensal para a manutenção, o musical da Disney volta com o mesmo requinte que o consagrou na Broadway, com uma série de efeitos especiais, uma numerosa equipe de produção, além de um acervo de 300 pares de sapatos, 250 perucas de cabelo natural, mais de 300 figurinos e 32 mudanças de cenário.O elenco principal volta renovado, com Lissah Martins no papel da Bela e Ricardo Vieira como Fera - apenas Marcos Tumura se mantém como Lumière. A temporada, desta vez, será bem mais curta - até julho.Menor ainda, no entanto, será a permanência de A Bela e a Fera de Billy Bond em São Paulo: apenas quatro dias (20, 21, 27 e 28 de junho). Em seguida, a produção segue em turnê por diversas capitais brasileiras (Recife, Fortaleza, Maceió, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Vitória) e também por cidades da América do Sul, como Buenos Aires e Lima."O curto período é porque não temos teatro disponível", desabafa Bond, que trabalhou na antiga CIE Brasil (hoje Time For Fun), produtora do outro musical. "Estamos aguardando a liberação de novas datas no HSBC Brasil quando voltarmos da turnê."Para viajar tanto, sua produção não dispõe de orquestra ao vivo, como a da Disney - os atores cantam sobre o playback. Em compensação, Bond revela-se o mais fiel discípulo de William Castle, notório diretor de cinema dos anos 1940, mestre em atrair público com artifícios inusitados. Assim, imagens em terceira dimensão vão mostrar a mudança de cenários (da floresta para o castelo, por exemplo). Também a participação da plateia terá algo de sensorial: nos momentos de chuva, todos sentirão a umidade.

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