A bela Catalina Sandino Moreno é a mula que carrega drogas

Uma bela colombiana vê a chance de abandonar o marasmo que é a sua vida ao ser convidada por traficantes para se passar por mula, ou seja, carregar no estômago várias cápsulas de cocaína. Eis a trama de Maria Cheia de Graça, estreia do diretor Joshua Marston que o canal Telecine Cult exibe às 18 horas.

Ubiratan Brasil, O Estadao de S.Paulo

09 de setembro de 2009 | 00h00

A possibilidade de ser presa ou mesmo de morrer não parece pior que vegetar na pobreza de seu país. O interessante é o tom documental que Marston dá ao filme. As imagens são secas, desdramatizadas, sem glamour. O ponto de vista é sempre o da moça, interpretada pela bela Catalina Sandino Moreno, que ganhou o prêmio em Berlim (dividido com Charlize Theron) e ainda concorreu ao Oscar.

O filme ganhou prêmio do público no Festival de Sundance e ainda o troféu Alfred Bauer para o melhor primeiro longa do Festival de Berlim, ambos em 2004. Ligado a ONGs e a grupos humanitários, Marston contou ter se interessado pela história dessas pessoas que ganham a vida carregando drogas no próprio estômago, para que elas sejam distribuídas nos EUA. Também frequentou entidades que dão apoio àqueles que resolvem abandonar o tráfico. Foi assim que começou a escrever a história de Maria Alvarez.

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