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Voando para o Oscar

Ubiratan Brasil

23 de fevereiro de 2012 | 11h59

No aeroporto de São Paulo, rumo a Los Angeles para acompanhar a entrega do Oscar no domingo. Creio que é a sétima vez que cumpro esse ritual, que ainda tem seu charme. Claro que, no início, tudo parecia mais glamouroso por ser algo novo, o que não acontece tanto agora. Mesmo o Oscar perdeu um pouco da graça quando sabemos que os prêmios geralmente vão para aqueles que venceram antes na eleição de sua categoria. Ou seja, Viola Davis deve derrotar Mery Streep como melhor atriz pois ela venceu o SAG, o sindicato dos atores, o que abriga a maioria dos votantes do Oscar.

Talvez aconteça alguma surpresa na eleição do melhor filme do ano. O Artista foi o escolhido pelos produtores, mas será que a comunidade hollywoodiana elegerá um longa tão francês? Bem, se antes, descobrirmos que o Oscar foi para o diretor e o ator de O Artista, aí sim, nesse podemos dizer, que o último prêmio da noite será uma barbada francesa.

Seguindo essa lógica, o melhor roteiro original ficará para Woody Allen e seu maravilhoso Meia Noite em Paris. Allen sempre merece, especialmente agora, quando voltou aos dias gloriosos com uma história tão sublime. Mas seria uma pena não premiar o roteiro de A Separação, um primor de dramaturgia. Provavelmente, o filme iraniano ficará apenas com a estatueta de melhor produção estrangeira, deixando a de roteiro para Allen. 

Vamos conversando, pois meu voo já está chamando.

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