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Tapete vermelho pirata

Ubiratan Brasil

27 de fevereiro de 2011 | 15h59

  A disputa pelo Oscar traz outra, muito interessante, que não vale troféu mas sim muitos comentários: os vestidos escolhidos pelas atrizes para desfilar no tapete vermelho. Depois de anos cobrindo a chegada das estrelas, percebi que os jornalistas estrangeiros que ficam ali se interessam mais em saber qual estilista vestiu tal celebridade. “Quem te vestiu hoje?”, é habitualmente a primeira pergunta a ser feita para as atrizes. E, enquanto escutam a resposta, as jornalistas (tenho de reconhecer que a maioria é mulher) dá uma conferida discreta mas crítica.

Tem atriz que já entra no Kodak Theatre como vencedora, graças à escolha certa. Outras, coitadas, têm de torcer mais para receber a estatueta dourada e sair dali com algum prêmio. Cher, por exemplo, faz a festa dos fotógrafos e dos analistas de moda graças à sua forma particular de se vestir. Tomara que ela vá à cerimônia, o que não faz há anos.

  O tapete vermelho, aliás, se transformou numa mina de ouro também para a televisão. A ABC, que detém os direitos de transmissão para todo o mundo, decidiu abrir seu sinal meia hora antes do começo da cerimônia apenas para mostrar a chegada dos atores e atrizes. Com isso, percebeu um aumento de 17% na audiência entre as transmissões de 2008 e 2010.

A obsessão por esses modelitos é tamanho que até existe um site (edressme.com) que oferece modelos muito parecidos com os usados pelas estrelas. Quer dizer, são variações piratas bem baratinhas. Assim, se o original custou algo como 5 mil dólares, o site oferece um genérico por não mais que 500 dólares!

Mas a brincadeira vai acabar se o senado americano aprovar uma proposta conhecida por “Innovative
Design Protection and Piracy Prevention Act” que, se aprovada, vai considerar pirata a cópida de modelos aos originais – ao menos, durante 3 anos vai ser considerado pirata e sujeito à lei. Vamos ver se a Justiça consegue controlar a sanha dos copiadores.

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