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O musical e seus príncipes

Ubiratan Brasil

22 de janeiro de 2011 | 17h38

  Terminou no Rio um workshop que deve ter sido maravilhoso: Charles Möeller e Claudio Botelho,  de quem tanto falo aqui, conversaram com uma plateia atenta durante três dias sobre a concepção e execução de um musical para o teatro. Não pude comparecer mas acompanhei atentamente os posts publicados diariamente no blog da dupla. E, mais uma vez, além de serem craques na prática, Charles e Claudio comprovaram que entendem muito de teoria e, melhor, sabem como transmitir.

No primeiro dia, Charles utilizou sua experiência como diretor para mostrar a composição de cada personagem, desde sua gênese até ganhar vida própria, no corpo do ator.  No dia seguinte, foi a vez de Claudio tratar da importância da vocalização naquela mesma composição. Ou seja, um complementando o outro, a interpretação cênica com a interpretação vocal. No último dia, ambos trouxeram exemplos práticos para a plateia, usando especiamente momentos de Hair, maravilhosa montagem sob a batuta da dupla que continua em cartaz no Rio.

Tomo a liberdade de reproduzir aqui o comentário, publicado no site de Charles e Claudio, do historiador de arte Fábio Dantas, que bem traduz os frutos conquistados no workshop: “A finalização do workshop hoje foi o ápice e a exemplificação prática do enconto entre os dois módulos anteriores: a representação e entrada nos persaoanegm defendida pelo Möeller no primeiro dia e a vocalização e suas características trabalhada por Botelho no segundo. Interpretação, canto e movimento formam a tríade sagrada, a base do que vemos nos espetáculos. Notável também é a triangulação proposta por Möeller, soma de emoção e razão, resultando no que chama de Inteligência Emocional. É admirável, extremanente generoso e de valor incaulculável (além de prova de segurança) ver dois profissionais ímpares e únicos em sua área compratilharem seu valores de criação artística. Em suma: acontecimento histórico no meio teatral brasileiro. O ano de 2011 começou muito bem”.

Desde já, proponho a Charles e Claudio que venham a São Paulo (e a outras capitais) para apresentar o mesmo trabalho, especialmente no momento em que o musical parece atingir um grau de amadurecimento do público (os artistas, já comprovaram muitas vezes, deram esse passo há muito tempo).

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