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Nobel de literatura

Ubiratan Brasil

06 de outubro de 2010 | 09h33

  A divulgação do ganhador do Prêmio Nobel de Literatura deste ano acontece nesta quinta-feira, no início da manhã brasileira – por volta das 13 horas em Estocolmo. E, novamente, surge a eterna dúvida: a Academia Sueca vai premiar algum nome conhecido ou, como fez em alguns anos passados, elevar à categoria de celebridade algum desconhecido? No ano passado, por exemplo, a escolhida foi Herta Müller, que ainda continua pouco publicada no Brasil – a Globo aproveitou a carona e reeditou sua única obra em português do Brasil, ‘O Compromisso’. E só.

Neste ano, os considerados favoritos (segundo uma bolsa se aposta de Londres) são de alta categoria:os americanos Cormac McCarthy, Thomas Pynchon, Philip Roth e Joyce Carol Oates; o japonês Haruki Murakami, a canadense Alice Munro, o israelense Amos Oz e o peruano Mario Vargas Llosa. Pessoalmente, gostaria muito que McCarthy fosse escolhido, sua prosa é poderosa e merece ser mais lida. Mas é difícil deixar de lado Pynchon, Roth e Joyce Carol, ou ainda Llosa, que honraria a América Latina. Alice Munro também é uma contista fabulosa (seus livros estão sendo editados pela Companhia das Letras, recomendo todos) e Oz seria uma opção também política.

Há quem desdenhe o Nobel, que se tornou puramente comercial. Também acredito que se tornou um prêmio com intenções mais políticas que literárias, o que vem deixando nomes como os já citados de fora. Mas acho interessente a disposição de divulgar novos nomes, ou, ao menos, autores que não são conhecidos fora de seu país. Na lista, aliás, figuram escritores com esse perfil, como o poeta sueco Thomas Tranströmer e o sírio Adonis, que, aliás, vem para a próxima Fliporto, em novembro.

Aqui em Frankfurt, encontrei Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, que recém chegara de Londres. Segundo ele, McCarthy despontava como favorito. Aguardemos, então.

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