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Muitos musicais

Ubiratan Brasil

16 de novembro de 2011 | 12h37

Para os fãs de musicais como eu, o futuro não podia ser melhor: até o meio do ano que vem, São Paulo receberá um punhado de estreias além de produções de ótimo nível que já passaram pelo Rio de Janeiro. Isso em um momento em que temos ‘Cabaret’, ‘As Bruxas de Eastwick’, ‘Mamma Mia!’, Florilégio Musical’ e ‘Emoções que o Tempo Não Apaga’ em cartaz.

Logo em janeiro, finalmente chega ‘Hair’, no Teatro do Shopping Frei Caneca. Trata-se da versão exuberante, entusiasmada e muito bem interpretada de Claudio Botelho e Charles Möeller, que causou sensação no Rio. E a montagem paulista terá uma novidade: a presença de Kiara Sasso.

Agora, março é que será o mês musical por excelência: devem estrear ‘Familia Adams’, no Teatro Abril e estrelado por Marisa Orth e Daniel Boaventura; ‘Um Violinista no Telhado’, maravilhosa montagem de Botelho e Möeller com bela e segura interpretação de José Mayer; e ‘Priscilla – A Rainha do Deserto’, com Saulo Vasconcelos ponteando o elenco.

O ano será marcado ainda por uma versão de ‘Fama’, inspirado no famoso filme de Alan Parker, que deve estrear em São Paulo; e ‘O Mágico de Oz’, versão da incansável dupla Botelho e Möeller, com estreia no Rio de Janeiro.

A capital carioca, aliás, tem o prazer de acompanhar o trabalho já clássico de Claudia Netto em ‘Judy Garland – O Fim do Arco-Íris’, em cartaz no Teatro Fashion Mall. Conversei com o autor do texto, o britânico Peter Quilter, que veio ao Rio especialmente para a estreia, no fim de semana passado. Ele ficou deslumbrado com a montagem e principalmente com o desempenho de Claudia. “Ela personifica todas as qualidades e defeitos de Judy com incrível perfeição”, disse Quilter. Para ele, a versão brasileira é a melhor entre todas as estrangeiras e comparável apenas à que está em cartaz em Londres.

De fato, vale a pena pegar a ponte aérea ou mesmo um ônibus para acompanhar o desempenho de Claudia Netto. Seu desempenho é carregado de detalhes preciosos capazes de perfilar com exatidão a alma desencontrada de Judy Garland no final da vida. Uma atuação inesquecível e, desde já, clássica.

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