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Mercado

Ubiratan Brasil

09 de agosto de 2011 | 12h45

Dentro de alguns dias, será divulgado o novo balanço do mercado editorial brasileiro. A expectativa é de trazer números generosos, que mostram o crescimento da área ainda que, no resto do mundo, predomine a retração. Mas tanto livro lançado não corresponde à igual leitura.

Na grande entrevista concedida ao Sabático, o editor da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, reconheceu que o número de exemplares editados está superior à média ideal, ou seja, há mais livros à disposição que realmente lidos. E a situação não poderia ser outra, pois a evolução tecnológica permite que as editoras publiquem cada vez mais e em menos tempo. Mas, para que isso represente lucro (ou não traga prejuízo), as máquinas não podem ficar ociosas, daí a produção fabulosa.

Apesar da crise internacional, o momento parece favorável para atividades brasileiras. Os grandes eventos esportivos que estão por vir, além de gerar uma considerável renda, incentivam efeitos paralelos, como o Brasil ser o país homenageado na Feira de Frankfurt de 2013. Por conta disso, editoras como a Record já anunciam a instalação de um estande no evento deste ano, sedimentando o terreno para daqui dois anos. Afinal, se a Europa não sucumbir antes, será uma rara oportunidade para quem sabe trabalhar bem no mercado editorial.

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