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Frankfurt

Ubiratan Brasil

02 de outubro de 2010 | 11h31

Embarco neste domingo, dia de eleições (votarei antes, claro), para Frankfurt onde acontece, a partir de terça-feira, a tradicional Feira de Livros, a maior do mundo. Trata-se, mesmo, de um evento gigantesco, impossível de se acompanhar nos cinco dias de duração. São dez pavilhões, cada um do tamanho aproximado do Anhembi ou um pouco menor que o Riocentro. É tão grande que existe uma linha de ônibus circulando entre os pavilhões, para facilitar o acesso.

Neste ano, o país convidado será a Argentina. Com isso, uma leva de editores, escritores e (infelizmente) políticos estará em Frankfurt, participando de debates e exposições que traduzem os detalhes que tornam a literatura argentina em algo tão especial. Será um prazer encontrar autores como Beatriz Sarlo, Alan Pauls, Martin Lohan e outros, escritores de fato universais.

Observar a organização dos nossos rivais futebolistas será bom também para, quem sabe, tirar algumas lições – afinal, em 2013, o Brasil será o país convidado. E temos a obrigação de corrigir o vexame que foi em 1995 (acho que foi esse o ano, ou algum próximo), quando nosso estande era marcado por samba e mulatas… Aliás, a Argentina quase cometeu o mesmo pecado, pois, no ano passado, foi anunciado que no pavilhão deles haveria homenagens a Maradona e Gardel. Nada contra esses dois gigantes, mas, convenhamos, em feira de livros espera-se um tributo às letras.

Outro bom motivo para acreditar na efervescência da feira deste ano é que o Prêmio Nobel de Literatura vai ser divulgado durante o evento, algo que não ocorria há seis anos. Assim, dependendo do eleito, poderemos encontrá-lo pessoalmente, caso seja de algum país próximo. Saramago lá esteve, por exemplo, em 1998.

Por falar em Nobel, as especulações sempre são muitas e todos acabamos surpreendidos pela escolha da academia sueca. Pode ser que isso se repita, mas arrisco a apostar em algum nome norte-americano dessa vez, talvez Philip Roth ou até Joyce Carol Oates. Ou então algum autor asiático. A Europa foi muito lembrada nas recentes premiações, por isso acredito em uma mudança de continente. América Latina? Não sei, mas o nome mais forte talvez seja o do peruano Mario Vargas Llosa.

A premiação sai na quinta-feira, dia 7, lá pelas 8 da manhã no horário brasileiro. Veremos, então, quem será a nova surpresa.

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