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Framboesa de Ouro para James Franco

Ubiratan Brasil

28 de fevereiro de 2011 | 23h05

O Oscar, como previsto, não trouxe novidades entre os premiados. Talvez a escolha de Tom Hooper ao invés de David Fincher, mas, mesmo assim, nada que deixasse alguém boquiaberto.

O que realmente surpreendeu foi o casal de apresentadores, Anne Hathaway e James Franco. Ela, pela tranquilidade e, por que não?, felicidade em estar no palco. Ele, pelo pouco caso e pelas atitudes robóticas. A imprensa daqui dos EUA, em grande parte, não poupou o astro de ‘127 Horas’, comentando que ele parecia um ator que entra em cena sem ter ensaiado nada. De fato, era contrastante a atuação dele e de Anne: enquanto ela gesticulava, ria à solta até de seus próprios erros, James olhava para um ponto fixo, sem grande emoção verdadeira. Só faltava olhar para o relógio para calcular quanto tempo faltava para ir embora.

Ele me fez lembrar o personagem de Jesse Einsenberg em ‘A Rede Social’, um rapaz blasé e preocupado apenas com os próprios passos. Se fosse Jesse no palco, acho que esse papel teria mais graça.

A má notícia é que a audiência da transmissão do Oscar caiu 7% nos Estados Unidos em relação ao ano passado, que tinha conquistado a melhor cifra em quatro anos. Mas acho que o alerta só deve ser dado depois de avaliado o ibope da cerimônia na rede social, ou seja, o quanto a premiação ecoou no Facebook, Twitter e similares. É possível fazer isso? Aí sim poderemos saber com segurança se a escolha de dois jovens como mestres de cerimônia repercutiu na moçada.

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