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Estrangeiros

Ubiratan Brasil

25 de fevereiro de 2011 | 21h44

Também acompanhei parte da entrevista dos diretores estrangeiros para a imprensa internacional. Me interessei mais pelo que disse o mexicano Alejandro Iñárritu. Aqui vai o relato, publicado no Portal do Estadão:

O diretor mexicano Alejandro González Iñárritu é, antes de tudo, um cético – mesmo com todos os comentários favoráveis a seu filme Biutiful (concorrente ao Oscar de longa estrangeiro e também ao de atuação, com Javier Bardem), ele é econômico nos comentários sobre suas possibilidades. “Tenho 20% de chance de ganhar, afinal, são cinco concorrentes”, brincou ele, nesta sexta-feira, em Los Angeles, durante uma coletiva de imprensa.

  “Não sei se a vitória no Oscar ajude em alguma coisa, mas vai ser bom para alguns e ruim para outros”, comentou. “Seja como for, no domingo, termino a última fase desse filme e já posso passar para o seguinte.”

  Tanto cuidado é justificado pelo passado não tão glorioso: trata-se da oitava indicação de um filme mexicano ao Oscar de estrangeiros, sem nenhuma vitória anterior.

  Iñárritu lembrou ainda de agradecer os elogios explícitos que recebeu de figuras notáveis, como o ator Sean Penn e os diretores Werner Herzog e Michael Mann. “É algo de que temos de nos orgulhar.”

  Como é tradicional na sexta-feira que antecede a cerimônia da Academia de Hollywood, Iñárritu posou para fotos ao lado de seus concorrentes: Rachid Bouchareb (Fora da Lei, da Argélia), Susanne Bier (Em Um Mundo Melhor, da Dinamarca), Denis Villeneuve (Incêndios, do Canadá) e Giorgos Lanthimos (Canino, da Grécia).

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