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Em 2011, no teatro

Ubiratan Brasil

12 de dezembro de 2010 | 22h43

  Li hoje, no blog do Artur Xexéo, que Charles Möeller e Claudio Botelho já preparam um novo musical, o que vai substituir Hair, em 2011. Será “O Violinista no Telhado”, musical de Joseph Stein, baseado em contos de Sholom Aleichem, com canções de Jerry Bock e Sheldon Harnick. A estreia está prevista para junho, no Rio de Janeiro.

Nunca vi nenhuma montagem, apenas em DVD e um ainda um filme, dos anos 1970. Lembro-me das canções, poderosas. É daqueles espetáculos exigentes, que pedem atores com muito conhecimento das letras e da melodia. Vamos aguardar para saber como será formado o elenco

Com isso, “Hair” deverá vir a São Paulo. A previsão era março mas, dependendo do sucesso no Rio, a temporada lá pode ser prolongada e, por conta disso, atrasando a estreia aqui. Mas vale a pena esperar.

Outro espetáculo imperdível que está em cartaz no Rio e logo chega em São Paulo é “Pterodáctilos”, com Marco Nanini e Mariana Lima soberbos em cena. Trata-se de uma nova versão do texto do americano Nicky Silver, já encenada aqui há alguns anos, também com a direção de Felipe Hirsch. Na verdade, esse texto está junto de outros de Silver, que formaram o espetáculo “Os Solitários”.

Agora, ele se concentrou apenas em “Pterodáctilos”, corrosiva comédia, com belo humor negro que permite a Nanini exercitar seu imenso talento. Ele faz dois papeis, o do pai e da filha de uma família desajustada – a mãe é uma consumista de primeira e o outro filho tem aids. Impressionante como a demolição moral é completa e como rimos muito com tudo isso.

Não bastassem o texto e as intepretações, o cenário de Daniela Thomas é genial: além de se mexer, o palco é descontruído literalmente por um dos personagens, o que obriga os demais a se movimentarem com dificuldade no espaço que sobra. É preciso ver para entender melhor. Quando se acredita que Daniela não virá tão cedo com uma novidade arrasadora, ela surpreende e nos deixa boquiabertos.

“Pterodáctilos” deve chegar a São Paulo em março, muito provavelmente no Teatro Faap, um espaço perfeito para essa montagem. Preparem-se.

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