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De repente, a turbina parou

Ubiratan Brasil

02 de março de 2011 | 02h21

  Eu voltava para São Paulo, vindo de Los Angeles, quando um grande susto: um estrondo veio seguido de um som indicando que uma das turbinas do avião tinha parado. Eu estava num voo da Copa Air, a caminho do Panamá. Lá, trocaria de avião até chegar em São Paulo. Imediatamente ao barulho, as pessoas começaram a se entreolhar, como se alguém tivesse uma explicação. Algo como “não foi nada, volte a dormir”. Ou, pior: “aperte os cintos e se prepare”.

  Como não houve uma imediata perda de altitude – o avião começou a descer, pois a pressão forçava os ouvidos -, não houve pânico, embora deu pra notar que a coisa não tava boa pois os comissários andavam de um lado para outro, todos com um livro azul nas mãos (deu pra ver depois que era uma espécie de guia para emergências). Demorou alguns minutos até o capitão comunicar que a turbina estava com problemas e que faríamos uma parada forçada em Guadalajara, no México.

  O curioso é que a viagem começara atrapalhada. Ainda em Los Angeles, já estávamos dentro da aeronave quando fomos recomendados a voltar para o aeroporto. É que uma ave tinha entrado em uma turbina (será a mesma?) quando a aeronave acabara de pousar no dia anterior, daí o problema. Mas, por que demoraram um dia inteiro pra checar isso e só fizeram quando estávamos prestes a embarcar?

  Depois de muita espera, fomos convidados a embarcar e tudo corria bem até aquele estouro. O curioso é que nós, brasileiros, precisamos de visto para entrar no México e, pelo que vi, ninguém tinha. Como todos trazíamos o visto americano, acabou servindo como o ideal.

  Agora, prometem um novo embarque nesta quarta-feira, às 14h30 locais (México está 3 horas atrás de Brasília). Garantiram que não será a mesma aeronave, mas, ao menos entre os brasileiros, a história não colou. Agora, resta esperar e aproveitar um turismo rápido – dizem que o centro histórico é belíssimo. Depois (espero) eu conto.

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