Zumbis andam em círculo na sexta temporada de Walking Dead
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Zumbis andam em círculo na sexta temporada de Walking Dead

Os dilemas, debates, disputas por poder e traições repetem o mesmo roteiro das temporadas anteriores (e as lições de moral são as mesmas)

Pedro Venceslau

18 de novembro de 2015 | 17h47

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A primeira leva de episódios da sexta temporada da série The Walking Dead confirmou o que as duas anteriores já sinalizavam: os zumbis caíram na rotina. E o pior é que, apesar do déjà vu acompanhar cada nova frente de ação, o canal AMC anunciou que a sétima temporada está confirmada para 2016. Os fanáticos que me perdoem, mas dá preguiça só de pensar.

A aventura épica protagonizada pelo xerife Rick Grimes parece andar em círculos. Repare. Enquanto caminham para lugar nenhum, os sobreviventes sempre encontram um local aparentemente seguro e a prova de zumbis. Depois de Woodbury e Terminus, a “cidadela” da vez atende pelo nome de Alexandria.

O local, que foi o cenário central da quinta temporada, segue sendo o reduto dos humanos do bem na sexta. Os dilemas, debates, disputas por poder e traições repetem o mesmo roteiro (e as lições de moral são as mesmas). A idílica Alexandria, porém, não se mostra um hospício, como Woodbury, que era comandada por um “governador” maluco, nem uma arapuca como Terminus.

Nos três casos, a comunidade acabou sendo alvo de um ataque – ou de zumbis ou de humanos. E lá vai a turma de novo colocar o pé na estrada em busca de um rumo, um norte e uma razão de viver.

O filho do xerife virou um adolescente (na primeira temporada era um menino) e até agora não há nenhuma luz no fim do túnel. A revelação do mistério sobre o começo da epidemia acabou sendo usada para criar um subproduto, a série “Fear the Walking Dead”.

Criaram também um programa de entrevistas com o nome infame de Talking Dead, um talk-show que vai ao ar nos Estados Unidos logo após a estreia de cada novo episódio. Críticas à parte, o fato é que o programa é um retumbante sucesso e está entre os dez mais assistidos entre adultos na faixa de 18 a 49 anos.

Apesar de ser uma série repetitiva, TWD tem méritos. A produção é impecável, a maquiagem dos zumbis perfeita e os efeitos especiais convencem. A sexta temporada oferece alguns bons momentos. O ataque dos humanos embrutecidos que viraram animais tão selvagens como os zumbis é um deles. A estratégia de transformar os mortos vivos em massa de manobra afim de empurrá-los para longe culmina com uma bela coreografia.

Para quem gosta de andar em círculos é um prato cheio.

 

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