As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

True Detective 2 foi a maior decepção de 2015?

A melhor surpresa do ano foi Black Mirror, sequência de realismo distópico que o Netflix acrescentou ao seu cardápio sem alarde no fim de novembro

Pedro Venceslau

27 de dezembro de 2015 | 20h10

truedetevtivo1

Quando se compara a expectativa da estreia com a repercussão do último episódio, a grande frustração de 2015 foi a segunda temporada da série “True Detective”. Lançada como a atração principal do horário nobre do canal HBO em junho, ela terminou de forma melancólica.

Os três primeiros episódios sinalizavam uma sequência promissora. Lá estavam Vince Vaughn na pele de um gângster sombrio, sofisticado e violento e Collin Farrel como um policial corrupto e depressivo.

Mas aí o preâmbulo de cada personagem foi se arrastando demais e acompanhar “True Detective” aos domingos tornou-se uma tarefa enfadonha. No final das contas, a série acabou e seu desfecho foi completamente ignorado nas redes sociais.

Outra que deixou a desejar foi “House of Cards”. Sucesso absoluto de público e crítica em 2013, quando foi lançada a primeira temporada, ela manteve o nível no ano seguinte, mas caiu na rotina do poder na terceira.

Depois de chegar ao poder, Francis Underwood foi ignorado na lista de indicados ao Globo de Ouro 2016.

Outra série que andou de lado em 2015 foi “Game of Thrones”. Se fosse um jogo de War, a partida estaria naquele ponto em que o tabuleiro fica lotado de peças coloridas, mas ninguém tem coragem de ir para cima.

Por mais que os fãs contestem, “Walking Dead” também andou em círculo. Ou melhor: os zumbis continuaram caminhando para lugar nenhum, os sobreviventes novamente encontram um local aparentemente seguro e o caldo novamente desandou no final.

Já Narcos, do Netflix, empatou no conceito expectativa versus repercussão. Mostrou-se uma série honesta e bem produzida sobre um personagem mitológico, Pablo Escobar.

Entregou o que prometeu. Na lista do Globo de Outro desbancou “House of Cards” e foi indicada como melhor série de drama. Depois da polêmica em torno de seu sotaque, o ator brasileiro Wagner Moura concorre como melhor ator.

A melhor surpresa do ano, porém, foi Black Mirror, sequência de realismo distópico que o Netflix acrescentou ao seu cardápio sem alarde no fim de novembro. As três temporadas disponíveis são curtas – três episódios cada – e contam histórias independentes.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: