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Maria Pastore Galhardo avalia a 3° temporada de Stranger Thing

Na mais recente e mais esperada temporada (a terceira) as crianças, que já não são mais tão pequenas assim, têm de derrotar novamente o Monstro das Sombras que agora possui muitos cidadãos da cidade de Hawkins, em Indiana

Pedro Venceslau

14 de agosto de 2019 | 15h24

Por: Maria Pastore Galhardo*

Quatro de julho nos Estados Unidos é um dia de celebrações e festas –já que é nessa data que se comemora a independência americana. Mas, para mim; uma fã de 13 anos de Stranger Thing; 4 de julho deste ano significou não sair do quarto para evitar qualquer spoiler –que, para quem ama séries como eu, é o pior dos castigos.

A (incrível) série da Netflix Stranger Things foi criada e produzida, em 2016, pelos irmãos Ross e Matt Duffer, com base em clássicos dos anos 80, como Os Goonies, E.T. e Conta Comigo. O enredo se baseia no sumiço de Will Byers ( Noah Schnapp) e o surgimento de Eleven (Millie Bobby Brown).

Ela tem poderes especiais e consegue se conectar com o assustador Mundo Invertido, para onde Will foi levado, na primeira temporada. No mundo real, o nosso, Eleven se junta aos amigos de Will, Mike ( Finn Wolfhard), Lucas (Caleb McLaughlin) e Dustin (Gaten Matarazzo).

Diferente de qualquer outro filme ou série que tem um grupo de adolescentes como condutor da história, em Stranger Things eles não agem sozinhos. Eles trabalham com os adultos –ou melhor, os adultos trabalham com eles, ouvindo-os, valorizando seus conhecimentos, respeitando suas decisões… As crianças guiam os adultos e, no fim, salvam Will de todos os monstros do Mundo Invertido.

Na segunda temporada, as crianças lidam com o Monstro das Sombras que possui Will e é muito mais forte do que qualquer outra criatura vista na série. Por isso, Eleven precisa se fortalecer física e mentalmente –e isso ocorre com a ajuda de sua “irmã”, a Eight, que também possui poderes e é usada como cobaia nos experimentos realizados por Brenner (Matthew Modine).

Na mais recente e mais esperada temporada (a terceira) as crianças, que já não são mais tão pequenas assim, têm de derrotar novamente o Monstro das Sombras que agora possui muitos cidadãos da cidade de Hawkins, em Indiana.

A mais nova temporada surpreendeu positivamente muitos fãs (inclusive eu!) com as novas tramas entre os adolescentes, o foco e o cuidado com a relação entre as crianças e, obviamente, com o final “trágico” do xerife Hopper (David Harbour).

Na minha opinião, um dos maiores pontos positivos desta e de todas as outras as temporadas é o jeito em que as crianças são colocadas na série, guiando o enredo –e os adultos. É interessante também como cada um do grupo tem sua personalidade.

Por exemplo: o próprio Will Byers que tem uma dúvida relacionada a sua sexualidade, o que faz com que jovens que estejam passando pela mesma situação se identifiquem com ele. Outra novidade que surpreendeu os fãs foram as novas personagens, Robin (Maya Hawke) e Erica (Priah Ferguson) que junto com Steve (Joe Keery) e Dustin resolvem o mistério da base russa dentro do Starcourt, o shopping de Hawkins.

Desde a primeira temporada, Stranger Things vem revelando novos atores e trazendo outros de volta.

Dois bons exemplos são a própria Millie Bobby Brown, que, além de atriz, aos 15 anos é embaixadora da UNICEF; e a estrela dos anos 80 Winona Ryder, a mãe do Will.

Nesta temporada, houve também uma discussão sobre o machismo e o empoderamento feminino representado com a diferença entre a valorização do trabalho de Jonathan (Charlie Heaton) e do trabalho de Nancy (Natalia Dyer)e a aproximação entre Eleven e Max (Sadie Sink) representa a independência das duas relacionada aos seus namorados (Lucas e Mike).

Outro grande acerto em todas as temporadas é a trilha sonora, que sempre agregam mensagens subliminares sobre a próxima temporada (na primeira, Shoud I Stay or Should I Go, na segunda Every Breath You Take e na terceira Never Ending Story) e que, junto com os figurinos, trazem elementos do início dos anos 80.

O fim triste da terceira temporada deixou muitos fãs indignados, mas a cena pós créditos abriu espaço para a criação de teorias sobre o paradeiro de Hopper. A expansão do universo da série para livros, produtos e até ao número de telefone e à caixa postal de Murray Bauman (Brett Gelman) ajudaram o desenvolvimento das teorias.

Só a quarta temporada, no entanto, poderá nos dizer o que mais a série guarda e o que aconteceu com Hopper. Que ela estreie logo!

*Estudante e fã de Stranger Things

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