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‘House of Cards 5’ testa a paciência do público

É difícil encontrar alguém verdadeiramente empolgado com os desdobramentos da saga do casal Frank e Claire. Será que desandou?

Pedro Venceslau

15 de junho de 2017 | 16h39

São poucas as séries que envelhecem bem. Mesmo com altos e baixos, “Sopranos”, “Breaking bad”, “Mad Men”, “West Wing” e “Arquivo X”, todas com pelo menos cinco temporadas no currículo, se tornaram clássicos porque souberam a hora certa de terminar.

Outras, como “Walking Dead”, passam anos andando de lado, mas sobrevivem graças ao fanatismo de fãs que seguem séries como zumbis. Em sua quinta temporada, House of Cards chegou em uma encruzilhada.

Os 13 novos episódios estrearam de uma vez na Netflix no dia 30 de maio, uma terça-feira. Houve uma certa espuma no começo nas redes sociais, mas o assunto submergiu rapidamente. Se fosse dividida em capítulos semanais, como nos velhos tempos, é bem provável que “House of Cards 5” caísse totalmente no esquecimento.

É difícil encontrar alguém verdadeiramente empolgado com os desdobramentos da saga do casal Frank e Claire. Será que desandou?

Na quinta temporada os roteiristas tiveram uma boa ideia: explorar situações extremas previstas na confusa legislação norte-americana. Chegou-se assim aos limites da verossimilhança política. Instigante, mas perigoso. A fórmula deixou a série intrincada demais.

Lá pela metade o impasse sobre a eleição presidencial deixa o público tão cansado quanto os protagonistas. Frank também dá sinais de exaustão. Conversa pouco com a câmara, o que era uma marca registrada das primeiras temporadas, e substitui de vez a ironia pela truculência.

Em alguns momentos, a quinta temporada testa a paciência do público. O pior deles sem dúvida é o momento ‘Nazaré Tedesco’ de Francis Underwood.

 

 

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