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Coisas que irritam em “A Regra do Jogo”

Dante, um policial de elite, é sempre o último a saber de tudo. E está sempre com aquela cara de meio de choro, meio de indignado

Pedro Venceslau

08 de março de 2016 | 16h40

SAO PAULO / 31/08/2015 / CADERNO 2 / Cena da novela Regra do Jogo / Romero ( Alexandre Nero ). Crédito: Globo/João Miguel Júnior

SAO PAULO / 31/08/2015 / CADERNO 2 / Cena da novela Regra do Jogo / Romero ( Alexandre Nero ). Crédito: Globo/João Miguel Júnior

No capítulo da última quarta-feira da novela “A Regra do Jogo” o ex-bandido Zé Maria, que foi um dos líderes da temida Facção, colocou um boné na cabeça, vestiu um uniforme de agente penitenciário e saiu andando pelo presídio de cabeça baixa.

Depois de “driblar” a segurança, o elemento abriu a tampa do esgoto e adeus cadeia. Simples assim. No que se refere a ação policial, a trama do horário nobre passa tanta credibilidade quanto os meteoritos de papelão do “Chapolin”.

O pastelão policial citado acima é apenas parte de uma longa lista de coisas irritantes da novela. O que foi aquela a fuga de Romero quando ele estava sendo transferido para o presídio?

O sujeito é um bandido de altíssima periculosidade e um arquivo vivo sobre o crime organizado, mas foi “resgatado” depois que carros bloquearam a estrada e homens encapuzados fortemente armados renderam os homens da lei. Tudo muito simples e sem o acompanhamento do helicóptero com link ao vivo do Datena.

Os disfarces e tocaias merecem um lugar na lista das coisas irritantes. Assíduo frequentador do Morro da Macaca no passado recente, Romero subiu as ladeiras da comunidade disfarçado com óculos escuros e um singelo boné.

Foi assim que ele apareceu no casamento de Toia com Juliano. No local estava todo o núcleo com o qual ele contracenou desde o primeiro capítulo. O meliante ficou lá, parado em um canto, observando tudo como se fosse invisível.

O esquadrão policial de elite da novela é uma piada. Além de nunca esclarecer nada, o grupo é sempre é tapeado com a maior facilidade pelos bandidos. E os bandidos, por sua vez, são ágeis para fugir da polícia, mas estão sempre sendo seguidos pela dupla Dante e Juliano. Eles agem com a total tranquilidade .

Haja sombra e boné para disfarçar os dois. Estão de tocaia na cara do crime, mas nunca são vistos. O Dante, diga-se, é de longe o tipo mais irritante do folhetim.

O cara é um policial de elite, mas é sempre o último a saber de tudo. E está sempre com aquela cara meio de choro, meio de indignado.

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