Silvio de Abreu revela rumos de Passione

Estadão

13 de outubro de 2010 | 18h13

Silvio de Abreu, Denise Saraceni e Werner Schünmann, em encontro com a imprensa. Crédito: AYRTON VIGNOLA/AE

Com a revelação de que Saulo (Werner Schünmann) era o alvo do assassino de Passione, na última segunda-feira, o thriller policial da Globo esquenta e dá margem ao “Quem matou?”, pergunta que é a marca do autor Silvio de Abreu. E foi justamente para falar dos rumos desse mistério que o autor, juntamente com a diretora Denise Saraceni, convidaram jornalistas para um encontro na manhã de hoje. No evento, em que Schünmanntambém também estava presente, Silvio de Abreu deu algumas dicas do futuro de sua trama.

Engana-se quem pensa que Schünmann vai tirar férias depois que seu personagem morreu na novela. O ator continua gravando cenas, já que Saulo aparecerá em flashbacks. “Calma! Ele não vai ser um fantasma. Isso não é (a novela) A Viagem“, brinca Abreu. E são nesses flashbacks que o público descobre que Saulo não pensava somente em tomar o poder na metalúrgica, mas tinha uma amante: Laura (Adriana Prado), a chefe da Diana (Carolina Dieckmann) na Assessoria de Imprensa da fábrica.

Outra morte também está nos planos de Abreu, fato que deve movimentar a novela daqui a três semanas. “Mas essa terceira morte, não tem a ver com os outros crimes. É mais ligada ao melodrama – e não é o Danilo (Cauã Reymond). Não vou matar outro drogado, como fiz em Torre de Babel”, diz o autor. “Em A Próxima Vítima, pensei em oito, nove mortes e, para Passione, pensei em apenas três. Mas se me der na telha, saio matando mais gente.”

Mais dois mistérios também já têm prazo para acabar. Daqui a três ou quatro saemanas, o público descobre quem é o pai de Fátima (Bianca Bin) e o tal segredo de Gerson (Marcello Antony). Sobre o segundo mistério, Saraceni e Abreu disseram que Marcelo Antony já sabe do que se trata há, pelo menos, dois anos. “Ele não é pedófilo”, ressalta Abreu. “E ele não pratica nenhum crime, apenas uma transgressão, uma tara”, complementa Saraceni.

E a Toscana do Projac, que andava ociosa desde que o todo o elenco se mudou para o Brasil na trama, voltará à ativa. Agnello (Daniel Oliveira) terá de voltar para o sítio na Itália, já que seua família recebe um seguro pelo incêncio que a casa sofreu. Agostina (Leandra Leal) e Berillo (Bruno Gagliasso) também voltam para a terra natal, seguidos por Jéssica (Gabriela Duarte). “Claro que a Jéssica não deixaria essa história barata, ela não é tonta”, diz o autor.

Já Clara (Mariana Ximenes) será obrigada a morar na casa de Totó (Tony Ramos). A situação um tanto constrangedora, já que Totó continua a namorar Felícia (Larissa Maciel), acontece quando o advogado aconselhar Clara a morar com o ex-marido para conseguir a guarda da irmã, Kelly (Carol Macedo).

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: