Escrito nas Estrelas: novela além da vida

Estadão

11 de abril de 2010 | 13h17

Daniel (Jayme Matarazzo) e Viviane (Nathália Dill) sofrem acidente no primeiro capítulo. Foto: Divulgação

Daniel (Jayme Matarazzo) e Viviane (Nathália Dill) sofrem acidente no primeiro capítulo. Foto: Divulgação

Quando começou a bolar o enredo da nova novela das 6, Escrito nas Estrelas, a autora mineira Elizabeth Jhin, curiosamente, partiu de uma premissa científica. “Primeiro, pensei numa história que falasse de inseminação artificial envolvendo uma pessoa que tivesse morrido”, conta a autora ao Estado. “Depois, veio a ideia de uma cinderela moderna, que seria escolhida para gerar esse filho. Mas, depois, pensando nas implicações éticas e jurídicas de algo do tipo, me veio a ideia da parte espiritual.”

 Foi assim que Escrito nas Estrelas, que estreia amanhã na Globo, transformou-se numa novela de temática espírita. Daniel (Jayme Matarazzo), jovem médico, morre num acidente de carro, logo no primeiro capítulo e pouco depois de conhecer a mocinha, Viviane (Nathália Dill).

 Desolado pela perda do filho, Ricardo (Humberto Martins), também médico e dono de uma clínica de fertilização in vitro, descobre que o Daniel deixou sêmen congelado e resolve procurar a mulher perfeita para gerar seu neto. “O aparecimento do espírito do Daniel acontece em função da inseminação que será feita para gerar o filho dele, por isso ele fica presente. É uma parte dele que o mantém vivo”, detalha Elizabeth.

Na parada pela chance de gerar o filho de um ricaço, entram a inescrupulosa Beatriz (Débora Falabella), prima de Daniel, e Viviane, jovem batalhadora e humilde, que se envolve na situação sem querer – e por quem o protagonista se encantara, pouco antes de morrer.

Viagem.Mesmo chegando à TV ao mesmo tempo em que Chico Xavier – O Filme, de Daniel Filho, arrebenta nas bilheterias, Escrito nas Estrelas não merece a classificação “novela espírita” – leia-se, de doutrina espírita – que cai bem, por exemplo, para A Viagem (1994), de Ivani Ribeiro. “A Ivani era espírita, e escreveu A Viagem bastante embasada pela doutrina da religião. Não é o meu caso: vou apresentar a minha visão pessoal, o que eu gostaria que fosse a vida após a morte”, explica Elizabeth.

Tendências: