Do mal? Não, do riso (e da coragem)

Estadão

20 de abril de 2010 | 16h19

CQC: programa de ontem marcou 5 pontos no Ibope. Crédito: Divulgação

CQC: programa de ontem marcou 5 pontos no Ibope. Crédito: Divulgação

Do mal ou do bem, pouco importa. A edição de ontem do CQC (Band) foi engraçada, corajosa e, para bom entendedor, uma resposta à discussão vazia sobre o tal “humor do bem”, que vem sendo ventilada desde que o Legendários (Record) estreou, há duas semanas.

O programa marcou 5 pontos no Ibope, fazendo a Band empatar com o SBT no terceiro lugar, atrás de Globo e Record.

No embalo do que Marcelo Tas bem chamou de “rickymartinização”, os repórteres foram às ruas perguntar qual celebridade deveria sair do armário e assumir a homossexualidade. O jogador Richarlysson, os jornalistas Evaristo Costa e Zeca Camargo, a cantora Maria Gadú, o prefeito Gilberto Kassab, o próprio Marcelo Tas e tantos outros nomes foram citados. Felipe Andreoli foi, então, confrontar Richarlysson e Kassab. “Se fosse gay, o senhor assumiria?”, perguntou o repórter ao prefeito, na lata. Kassab não se abalou: “Sim. Mas não sou.”

Impossível não comparar a perspicácia de Andreoli com o atropelo do ex-VJ João Gordo que, na semana anterior, tentou em vão confrontar o prefeito (no caso, tentando fazer piada com o volume de recursos arrecadados por meio de multas de trânsito).

Outro ponto alto do CQC de ontem foi a atuação de Monica Iozzi em duas matérias em Brasília – uma no Congresso, sobre o projeto Ficha Limpa e outra no Palácio do Buriti, sede do governo do DF. Integrante mais nova na turma dos “homens de preto”, há de se destacar que ela está melhor em cena neste ano.

Em ato de nepotismo descarado, Danilo Gentilli levou mãe, tia e avó à Erotika Fair – dona Assunta, a matriarca, arrasou. Gentilli também fez um bom trabalho no quadro Cidadão em Ação, quando mostrou que muita gente se dispõe a comprar cigarro, bebida e revista pornográfica para adolescentes caras de pau, apesar da proibição por lei – praticamente um serviço de utilidade pública. Não seria isso, então, um certo humor do bem? Pode ser. O chato é querer classificar.

Veja abaixo o trecho do CQC sobre os armários cada vez mais vazios:

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