Primeira-dama

Estadão

25 de março de 2011 | 13h28

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Eva Perón é um mito político que encontra poucos pares na história. Não à toa, o compositor Tim Rice soube logo que tinha material para um grande musical. E não precisou de muito esforço para convencer Andrew Lloyd Webber, o papa dos musicais da Broadway, a entrar no projeto. Evita, que estreou em Londres em 1978 (o disco com as canções do espetáculo, com ares de ópera-rock, saiu dois anos antes; a canção Don’t cry for me, Argentina foi um estrondoso sucesso), ganha agora sua primeira — e grandiloquente — versão brasileira, com os costumeiros apuro técnico e exuberância visual dos trabalhos do diretor Jorge Takla: são ao todo 45 atores e 20 músicos. Na montagem que estreia amanhã (26) no Teatro Alfa, Paula Capovilla dá vida à lendária primeira-dama argentina, ladeada por Daniel Boaventura (no papel de Juan Perón) e Fred Silveira (o narrador Che Guevara). O musical foge  de julgamentos políticos para centrar-se na história de amor entre Eva e Juan. Um dos grandes musicais da temporada 2011, que brilha dos figurinos de Fabio Namatame (são cerca de 350 trajes), inspirados em modelos de Christian Dior — um dos favoritos de Evita –, à afinação do elenco.

Teatro Alfa (1.110 lug.). R. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, 5693-4000. 130 min. 12 anos. 5ª, 21h; 6ª, 21h30; sáb., 17h e 21h; dom., 16h e 20h. R$ 40/R$ 185.

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