Homem de fases

Estadão

17 de dezembro de 2010 | 08h00

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“Estou na melhor fase da minha vida!” Esta poderia ser uma frase qualquer, não saísse da boca de José Celso Martinez Corrêa, que dedicou mais de 50 de seus 73 anos ao teatro. Em cinco décadas, houve muitas fases importantes.

O entusiasmo não é casual. Em junho, o Teatro Oficina, de autoria da arquiteta Lina Bo Bardi, foi tombado pelo Iphan. Além disso, o empresário Silvio Santos, proprietário do estacionamento vizinho ao edifício, concordou em emprestá-lo para a edição 2010 da mostra Dionisíacas, que chega a São Paulo depois de uma turnê pelo país.

O evento, ele garante, é a realização de um sonho antigo. No estacionamento, foi erguido o Teatro de Extádio (assim mesmo, com X, para designar seu “templo do êxtase”), com capacidade para 1,5 mil pessoas.

A partir de hoje (17), o grupo apresenta quatro peças de seu repertório. A programação começa com ‘Taniko – O Rito do Mar’ e prossegue com ‘Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!’ (18), ‘As Bacantes’ (19) e ‘O Banquete’ (20). Tudo grátis.

“Estou exultante!”, diz. “ É a chance de olharmos para trás e vermos tudo o que fizemos até aqui – porque teatro é feitiçaria”, provoca Zé Celso. Para ele, a viagem pelo Brasil foi transformadora. “O público vai ver tudo diferente”, garante. Aceite, então, esta sugestão do diretor: espere o impossível.

ONDE: Teatro de Extádio (1.500 lug.). Teatro Oficina. R. Jaceguai, 520, Bela Vista, 3104-0678. QUANDO: Hoje (17), 20h; sáb. e dom., 18h; 2ª, 19h. QUANTO: Grátis.

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