Em homenagem

Estadão

23 de julho de 2010 | 10h40

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O espetáculo O Despertar da Primavera nem terminou sua temporada na cidade, mas Charles Möller e Claudio Botelho estão de volta, incansáveis. A dupla carioca já assinou alguns dos mais premiados (e assistidos) musicais dos últimos anos, como Avenida Q’e Sete – O Musical. Eles agora se debruçam sobre um dos mais queridos
musicais da Broadway: Gipsy.

O espetáculo, que recebeu três indicações ao Prêmio Shell carioca, é uma grande homenagem ao teatro musical. Começa com a história de Mamma Rose (Totia Meirelles, na foto), uma mulher que roda o país com um número musical feito por suas filhas.

Rose então conhece Herbie (Eduardo Galbão), um homem que passa a ser seu empresário e amante. As meninas vão crescendo e June (Renata Ricci) abandona os shows da mãe. Só então você vai conhecer a personagem-título: a jovem Louise (Adriana Garambone) começa a se apresentar como stripper e vira Gipsy Rose Lee.

Ao longo dessas transformações, o espetáculo presta uma homenagem ao gênero, companhando a transição do vaudeville, gênero de variedades do começo do século 20, para um caráter burlesco, menos ingênuo e mais sensual.

Gipsy, o original, estreou na Broadway em 1959, com texto de Arthur Laurents, música de Jule Styne e letras de Stephen Sondheim . É um musical apaixonado por musicais.

67 pares
de sapatos foram usados na produção. Os atores também usam muitas perucas: são 25 ao todo.

11 toneladas
de madeira foram usadas, além de 2 toneladas de ferro. Afinal, são 18 trocas de cenário no espetáculo.

38 atores
estão em cena na peça, além de 17 músicos. É muita gente para vestir os 140 figurinos.

ONDE | Teatro Alfa. R. Bento Branco de Andrade Filho, 772. S. Amaro, 5693-4000.
QUANDO | 5ª, 21h; 6ª, 21h30; sáb., 20h; dom., 17h.
QUANTO | R$ 60/R$ 140.

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