Drama mínimo

Estadão

24 de setembro de 2010 | 16h10

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Encontros aleatórios entre atores e dramaturgos — este é o Dramaturgia Concisa Contemporânea, projeto mensal do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, que na próxima 5ª(30) recebe a atriz e diretora Fernanda D’Umbra. A coordenação é de Ana Roxo e Claudia Schapira — que conversou com o Divirta-se.

Como funciona o DCC?
Há textos de até três minutos levados pelo público, além de outros produzidos “ao vivo”, durante o evento, a partir de temas sugeridos pela coordenação. no que chamamos de “dramaturgia de improviso”. Tudo é sorteado na hora.

Por que esse formato?
Queríamos investigar diferentes elementos de cena. Primeiro surgiu o Zap, uma batalha de poesia, que também acontece todo mês. Nos interessa esse encontro entre um ator que nunca leu aquele texto que está nascendo, pelas mãos do dramaturgo, à luz daquele momento. E tudo muito próximo, o mais à vontade possível, para que todos sintam-se à vontade para poder opinar.

Isso encurta e muito o caminho entre a escrita e a encenação…
Justamente. Buscamos isso da dramaturgia ser lida, ter uma série de pessoas escrevendo e criando juntas. A longo prazo, a ideia é criar um compêndio destes pequenos textos e distribuir por escolas, bibliotecas. A ideia expressa é ver essa nova dramaturgia, o que nos permite discutir vários aspectos, sobretudo do ator olhar mais para seu ofício, a “arte do ator”. É uma estrutura mais dinâmica, mas não menos profunda. É a arte da apreciação. O que vem primeiro, a palavra?

Núcleo Bartolomeu de Depoimentos (80 lug.). R. Dr. Augusto de Miranda, 786, Pompeia, 3803-9396. 5ª (30), 19h. Grátis.

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