Bela e competente, Samantha Fish canta e encanta o blues

Bela e competente, Samantha Fish canta e encanta o blues

Cada vez mais, uma nova geração de mulheres ocupa um importante espaço na cena do blues. Desta vez, a estrela é a jovem Samantha Fish, de 25 anos, uma ex-roqueira de Kansas City que rendeu-se ao blues e hoje encanta plateias nos Estados Unidos e Europa. Se topar com um disco dela, vai valer a pena conferir. E quem sabe ela ainda dê um pulo por estas terras. Enquanto isso...

Carlos de Oliveira

20 Dezembro 2014 | 13h57

Samantha Fish, 25 anos, é sucesso na cena do blues rock de Kansas City.

Samantha Fish, 25 anos, é sucesso na cena do blues rock de Kansas City.

Guardem este nome: Samantha Fish. Essa jovem e bela bluseira de Kansas City, cujas curvas rivalizam com as de sua guitarra, pode não ter nenhum show agendado no Brasil, mas seu som tem feito muita gente de várias cidades americanas e da Europa chacoalhar dentro das roupas.

Samantha, uma ex- roqueira que agora morre de amores pelo blues

Samantha, uma ex- roqueira que agora morre de amores pelo blues

Samantha é um caso típico de autodidatismo musical. Na adolescência, entregava pizza na sua Kansas City natal.

Depois do trabalho – À noite, depois de uma longa jornada de trabalho, corria para o Knuckleheads, uma casa de shows dedicada a jam sessions, música gospel e blues, com atrações espalhadas pelos seus três andares.

Lá, esgueirava-se entre os guitarristas de blues, só para olhar e estudar suas técnicas. Sentava-se às suas mesas e conversava, pedia dicas, aprendia. Aos 17 ou 18 anos, percebeu que a guitarra lhe daria futuro. Largou a pizzaria e passou a dedicar-se ao instrumento em tempo integral.

Solos próprios – Tomou apenas algumas aulas. Depois, sozinha, pôs-se a estudar as escalas. Pentatônica maior, pentatônica menor e assim por diante. Aprendeu os segredos da cigar box guitar (a guitarra artesanal feita a partir de uma caixa de charutos). “Comecei a fazer meus próprios solos, pegando pequenos pedaços de coisas que eu ouvia. Eu nunca tive paciência de sentar e aprender um determinado solo de alguém, nota por nota. Queria começar a fazer minhas próprias coisas.” E está fazendo.

Veja Samantha em Paris:

Poucas aulas de guitarra, mas muita observação dos guitarristas para aprender suas técnicas.

Poucas aulas de guitarra, mas muita observação dos guitarristas para aprender suas técnicas.

Desde então, Samantha vem lutando por sua carreira. Não ao estilo Rebecca Black, revelada pelo Youtube, mas pelo método antigo, ou seja, na estrada. Tocou em muitos clubes de menor importância, mas não se arrepende. Ganhou experiência.

Contrato – A essa altura, Samantha já havia produzido e gravado um CD ao vivo, intitulado Live Bait.  Pouco tempo depois, durante uma apresentação no Knuckleheads, foi notada por um executivo da Ruf Records. Consegui um contrato e excursionou pelos Estados Unidos e Europa, a bordo da Ruf Records Blues Caravan. A fase de pequenos palcos escuros começava a virar passado.

A bluseira diz que cresceu ouvindo rock: Rolling Stones, Tom Petty, Sheryl Crow e Keith Urban. “Também ouvi muito Stevie Ray Vaughan, uma grande influência. Aproveito todas essas experiências e os diferentes estilos de guitarra. Não posso deixar de citar Freddie King e os velhos bluseiros do Delta. Hoje em dia, em relação aos antigos, estou mais para Elmore James. Entre os contemporâneos, admiro Mike Zito, Ronnie Baker Brooks, Michael Burks, Tommy Castro, e Tab Benoit”.

Samantha Fish soube incorporar os vários estilos do blues. Veja:

Paixão – Mas nem sempre foi assim. Ela diz que quando tinha 18 anos, sua vontade era participar de sessões abertas de jam session em Kansas City. “Morava em uma cidade de blues, mas não sabia muita coisa sobre ele, até que comecei a tocar nas jam. Como meu negócio era rock clássico, queria ser roqueira. Mas depois que comecei no blues, me rendi a ele e fiz minha lição de casa ouvindo Son House e Skip James. Hoje sou uma apaixonada pelo blues.”

 

 

 

 

 

 

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