Virar o jogo

Virar o jogo

Oscar Quiroga

02 de julho de 2013 | 05h45

 

Das 5h45 de terça-feira 2-7-13 até 12h52 de quarta-feira 13-7-13, horário de Brasília, a Lua que míngua em Touro está em trígono com Plutão e sextil com Mercúrio.

O foco não é pensar que “apesar dos pesares a vida precisa seguir em frente, o show deve continuar”. O foco é perceber que os pesares são máscaras que ocultam potencialidades que você terá de garimpar para torná-las reais e concretas.

Como isso não acontece automaticamente, mas exclusivamente por fruto de empenho e confiança na vocação que surge de dentro, na maior parte do tempo os pesares são pesares mesmo, alimentando a interminável ladainha de queixas e lamúrias.

Quando a alma decide se empenhar em desenterrar a potencialidade dos pesares e toma para si a responsabilidade de virar o jogo, não considera ter tempo disponível para utilizar no prazer de duvidosa reputação que resulta da ladainha de queixas e lamúrias.

Sim! Há um prazer nesse estacionar-se na inércia dos pesares se convencendo de que não haveria como superá-los. Há um prazer de duvidosa reputação envolvido nisso, pois de outra forma nossa humanidade não estacionaria aí.

Este é mais um dentre os inúmeros momentos em que se torna propício virar o jogo, mas como isso não acontece automaticamente, o período pode passar em brancas nuvens.

Porém, mesmo isso acontecendo a você, que não sirva para legitimar mais uma vez a ladainha de lamúrias, já que não se vence a inércia de um momento a outro, é necessário ir aproveitando todas as oportunidades e se desinteressando pelas vitórias e derrotas, apenas fazendo o certo porque é isso que deve ser feito e, também, porque é assim que se vira o jogo.

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