Versões

Versões

Oscar Quiroga

29 de julho de 2014 | 00h37

 

Às 0h37 de terça-feira 29-7-14 a Lua que começou a crescer ingressou em Virgem e está em sextil com Marte, oposição a Netuno, trígono com Plutão, sextil com Vênus, Saturno e Mercúrio até 11h47 de quinta-feira 31-7-14, horário de Brasília. No mesmo período, Sol e Netuno em quincunce.

A realidade humana é feita de conceitos, e os conceitos são molduras que limitam o infinito.

Nós somos seres peculiares, há algo que nos diferencia, porém, quando pretendemos que o Universo inteiro se curve a nossa peculiaridade, começamos a trilhar o caminho do pecado, a rebelião, promovendo dor e sofrimento, pois tentar colocar a parte acima do todo é uma subversão da Verdade, e promover isso, do jeito que promovemos, é a essência do pecado.

Encontramos nosso lugar e felicidade quando cumprimos nossa função nos incluindo no grande TODO ao qual pertencemos, e nunca o contrário, forçando que o grande TODO se subjugue aos nossos caprichos.

Aquilo que chamamos de realidade são apenas conceitos, versões, que valem o quanto acreditarmos nelas, valem a fé que depositarmos nessas versões que nos servirão para emoldurar um fragmento do infinito e o chamarmos de realidade.
A realidade é apenas uma versão possível, nunca a única, apenas a que preferimos adotar.

Alguns conceitos são particulares e individuais, outros conceitos são compartilhados por enormes grupos de pessoas e pelo consenso silencioso com que são adotados acabam se tornando tão arraigados que ninguém se atreve a questioná-los.
Porém, como tudo no Universo está sujeito à lei dos ciclos, os conceitos vão mudando, se transformando em outros, na melhor das hipóteses contribuindo para ampliar a percepção do infinito, na pior das hipóteses resistindo mais do que deviam a ser transformados e, por isso, tornam-se caducos e seguram a evolução possível e disponível.

Assim, não raramente os anos passam e nos vemos gastando tempo e recursos na sustentação de idéias, conceitos e realidades que reconhecemos precisar deixar para trás.
Acontece que o processo de mudança dos conceitos começa na intimidade, como uma espécie de coceira mental que nos faz questionar o que é dado por sabido e, se nos atrevermos a ir além do mero questionamento e experimentarmos algo diferente, então são grandes as chances de nos convertermos em agentes de mudança, pois permitimos que o espírito do tempo se manifeste através de nossa presença.

Se por ventura um panorama desse porte te parece digno e entusiasma, então, meu irmão e minha irmã, Tu deves te preparar para levar pedradas de tudo quanto é lado, pois tua presença será alvo preferencial dos recalcitrantes de plantão, eles e elas estão sempre próximos e vigilantes, pois qualquer sinal de mudança significa o perigo de perder o controle sobre uma realidade que se sustenta sobre conceitos ultrapassados.

Contudo, a mutação é inexorável, nossa humanidade é uma mente capaz de enxergar além do horizonte, além daquilo que emoldura o infinito e que com toda firmeza chama de realidade.

A realidade, que é uma moldura feita de conceitos, é uma limitação do infinito.

A verdade é o infinito, mas como esse é muito vasto, o tempo inteiro nos fazemos perguntas a respeito do que seria a Verdade.

Algumas dessas perguntas são sábias, mas a maioria são tolas mesmo.

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