Superlua

Superlua

Oscar Quiroga

09 de agosto de 2014 | 10h52

 

Ás 10h52 de sábado 9-8-14 a Lua ingressou em Aquário para completar sua fase CHEIA em oposição a Júpiter, quadratura com Marte, sextil com Urano, quadratura com Saturno e oposição a Mercúrio até 19h12 de domingo 10-8-14, horário de Brasília. No mesmo período, Sol e Saturno em quadratura.

A luz prateada do luar enfeitiça nossa humanidade desde sempre e para sempre, ninguém fica incólume a essa encanto, nenhuma luz artificial nem de fogueira, apenas o prateado vibrante do luar, a natureza inteira responde a esse cenário com uma sonoplastia que só nessas noites de Lua CHEIA ocorrem.

Se isso ocorre pela atração que a Lua exerce sobre as águas, ou se isso é mais misterioso, pouco importa, o que interessa é o efeito.

Nossa humanidade seria mais pobre intelectual e artisticamente sem o luar, ao qual e em nome do qual tantas obras foram feitas.

Sob esse luar também foram cometidas atrocidades, é no espelho da única face que a Lua mostra que estão registradas todas as ações humanas, e há ainda sua face oculta, onde estão gravadas todas as potenciais loucuras que nossa humanidade ainda é capaz de perpetrar.

Imagem e semelhança do infinito, microcosmo do Cosmo, o pior e o melhor do Universo, na Lua CHEIA tua consciência não tem descanso, são 24 horas de exposição objetiva e subjetiva à Luz. Isso não é para qualquer um! É necessária presença de espírito para aguentar o tranco, sem que o encanto se distorça e monstros comecem a surgir, em vez de elevados espíritos.

Claro! É simples se refestelar nas monstruosidades que posam de elegantes, como vampiros vestidos de gala, é só se abandonar e deixar que a inércia faça seu trabalho. Vamos combinar, não há nada de elegante nem charmoso em beber sangue alheio, isso é uma porcaria mesmo.

Dolorido é reconhecer a potencialidade de se integrar ao circuito cósmico de distribuição de Vida e aos inúmeros seres, feitos Mestres, que se dispõem a nos ensinar como isso se faz, mas deixar de fazê-lo por pura preguiça, que nem confortável acaba sendo, porque açoita com irritação, que é o alarme da consciência avisando que se está perdendo algo importante.

Que a Lua esteja mais perto fisicamente ou mais longe, isso é irrelevante, sua proximidade neste evento da Superlua será um show, mas só isso.

A proximidade ou afastamento do céu se decide no coração, é aí que a consciência humana há de decidir qual será distância que separa céu da terra.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.