Por amor à vida

Por amor à vida

Oscar Quiroga

13 de julho de 2014 | 00h07

 

Às 0h07 de domingo a Lua ainda CHEIA ingressou em Aquário e está em sextil com Urano, quadratura com Saturno, trígono com Marte e Vênus até 16h23 de segunda-feira 14-7-14, horário de Brasília. No mesmo período, Mercúrio ingressa em Câncer, Vênus e Marte em trígono.

Não confundas vida com existência, a primeira é essência, a segunda manifestação. A vida não pode ser conceituada porque é anterior ao conceito, a Vida contém o conceito, mas o conceito não contém a Vida.

A Vida é como o vento, que os olhos enxergam apenas pela sua manifestação, pelo cabelo se movimentando, ou que ouves no farfalhar das folhas, ou pela sensação de acariciar tua pele.

A Vida é o vento que anima a existência, o que anima a manifestação.

A chuva no rosto para chorar sem que ninguém note, a reminiscência de outro momento, o suspiro, a dorzinha em algum lugar do corpo ou além desse, as contas que vencem amanhã, o sonho de criança que ainda está aí, em algum lugar do coração, a incerteza, os diversos compromissos, as atitudes que a cada momento tomas, inadvertida ou intencionalmente, as retribuições e recompensas que esperas receber, as palavras ditas, as bem ditas, as malditas, as ocultas, aquilo que deixas nas entrelinhas, as palavras que queres ouvir, as palavras que pensaste ter ouvido, as mentiras, a paz, o sossego, defender-se das intempéries, a família que tens, a família que desejas ter, as excentricidades que cometes de vez em quando, a necessidade de bajulação, identificar-te como a pessoa mais importante do mundo, a sedução, o flerte, a paquera, a sensação de perigo, os filhos, o cuidado, os venenos que ingeres porque queres encurtar a existência, as enfermidades, o dia a dia repetitivo, os instrumentos disponíveis, a ordem, a desordem, as coisas simples, a chuva no rosto para chorar sem que ninguém note, a chuva perigosa, os móveis que se perdem, as pessoas, o que pensas delas, o que elas pensam de ti, o reconhecimento mútuo, enamorar-se, as exigências, os direitos, o bem-estar, o mal-estar, o alheamento, o estranhamento e a chuva no rosto para rir de ti por nada compreender e tudo sentir.

Por amor à Vida muito sentes e pouco compreendes.

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