Para que serve ser humano?

Para que serve ser humano?

Oscar Quiroga

31 de julho de 2014 | 13h45

 

Às 13h09 de quinta-feira 31-7-14 a Lua que cresce ingressou em Libra e está em sextil com Júpiter e Sol, quadratura com Plutão, oposição a Urano e quadratura com Vênus até 23h58 de sexta-feira 1-8-14, horário de Brasília. No mesmo período, Mercúrio ingressa em Leão, Vênus em quadratura com Urano e trígono com Saturno, Marte e Júpiter em quadratura.

O conceito de serviço é uma das primeiras questões que surgem quando pomos os pés no caminho que chamamos de espiritual, pois é disso que se trata viver no espírito universal, encontrar nossa própria utilidade e explorá-la ao máximo, o que na prática significa prestar serviço.

Por isso mesmo, e já que somos humanos, todos os dias deveríamos nos perguntar, afinal, PARA QUE SERVE SER HUMANO?

Não penses que a resposta a essa pergunta seja fácil, poderia até sê-lo, mas para isso nós já deveríamos cumprir nossas funções sem questioná-las, por reconhecê-las em profundidade.

Como isso não acontece, é fácil imaginar a enorme dificuldade e resistência de nossas próprias mentes em aceitar a mera possibilidade de que ser humano signifique servir para alguma coisa, pois é tão profundamente arraigado o convencimento de que o Universo deve nos servir, que uma pergunta assim parece até uma contrariedade, algo que não estaria de acordo com a nossa natureza.

Pois é, mas eis que se quisermos mesmo avançar no caminho espiritual, antes de tudo devemos questionar aquilo que chamamos de natureza, pois isso nos esclarecerá a respeito do que for artificial também.

Ainda que a ciência tenha feito esforços para descobrir um gene egoísta, continua sendo artificial existirmos autocentradamente, preocupados com nossos umbigos e nem imaginando que poderíamos prestar algum serviço ao mundo e às pessoas.

Este é o nosso estado artificial, mas que de tão disseminado e numericamente superior, acabamos chamando de natural, mas que, no máximo, é apenas normal, do ponto de vista estatístico, porém, ainda que praticado pela imensa maioria, que o torna normal, mesmo assim é artificial.

Tudo no Universo cumpre uma função, flores e frutos, animais, minerais, planetas, estrelas e galáxias, tudo encontra seu lugar no Universo de acordo com sua inerente utilidade, e adquirirá essa elusiva sensação de felicidade na mesma medida em que cumprir o destino que lhe é inerente.

Ou por ventura poderíamos imaginar que uma couve-flor seria feliz tentando ser um leão? Ou que uma girafa pudesse ser feliz tentando ser uma serpente? Nem passa pelo coração ou alma desses animais e vegetais ser outra coisa do que aquilo para o qual servem.

Nós, humanos, porém, tentamos continuamente ser quem não somos.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: