O retorno do passado

O retorno do passado

Oscar Quiroga

16 de dezembro de 2012 | 11h38

Das 11h38 de domingo 16-12-12 até 16h13 de segunda-feira 17-12-12, horário de verão de Brasília, a Lua que cresce em Aquário está em sextil com Sol. No mesmo período, Vênus e Netuno estão em quadratura.

O passado retorna, essa dimensão privilegiada, familiar e inerte que se repete automaticamente à revelia de nossa vontade muitas vezes, porém, na maioria dessas, se repete porque somos preguiçosos mesmo.

Além do quê, a repetição tem um ar de gostosa, de conhecida, de aconchegantemente familiar, mesmo nos casos de nos fazer sofrer, é um sofrimento acolhedor, porque conhecido, parece mais seguro do que nos lançarmos a um destino incerto, que requereria de nós uma dose de atrevimento soterrada pela inércia com que o passado se repete de forma incessante.

Porém, há passados remotos que também retornam e não são nada parecidos com essa neurose toda descrita nos primeiros parágrafos. Também há passados que não foram explorados devidamente e que retornam como novas oportunidades para encará-los e desenvolvê-los.

Esses passados se apresentam através de coincidências, esses misteriosos eventos que desafiam as leis das probabilidades e estatísticas, renovando a suspeita inefável de haver algo muito maior em andamento do que a nossa vã filosofia lógica seria capaz de apreender.

As coincidências são normalmente tratadas com desdém, confundidas com casualidades, mas são duas coisas diferentes. As casualidades são efeito da lei das probabilidades, porém, as coincidências resultam da convergência misteriosa e sincrônica de eventos improváveis, mas que mesmo assim acontecem.

É através das coincidências que o Cosmo fala conosco.

É nos relacionando intensamente com as coincidências, e as aproveitando, que nossas presenças infinitesimais se transformam em infinitas.

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