O mistério do fim

O mistério do fim

Oscar Quiroga

19 de junho de 2013 | 03h40

 

Às 3h40 de quarta-feira 19-6-13 a Lua que cresce ingressou em Escorpião e está em conjunção com Saturno, trígono com Netuno e sextil com Plutão até 21h36, horário de Brasília. No mesmo período, Sol e Júpiter em conjunção.

Tudo que nasce deve finalizar um dia, pois de outra forma não teria nascido, seria não nascido.

Entre o nascimento e o fim desse momento há uma longa e intrincada rede de mutações, aperfeiçoamentos e pioras também, compondo aquilo que chamamos de existência.

Podemos nos regozijar com essa verdade porque nos dá esperança de que as coisas ruins terminarão, mas também nos entristecemos ao constatar que o processo é equânime e justo, atinge igualmente as coisas boas e belas.

Por que tudo deve terminar? Eis um dos mistérios que a alma humana precisa desvendar na direção de adquirir a necessária sabedoria que elimina os excessos, apara as arestas, purifica corpo e mente, enfim, uma lista de benefícios, que talvez se sintetizem nessa palavra tão mal compreendida, felicidade.

Criar, preservar e destruir, três aspectos do infinito oceano de vida que é o Universo.

Cada um de nós, uma síntese do Universo. Cada um de nós cria, preserva e destrói e, ao mesmo tempo, é criado, preservado e destruído.

Que queixa deveríamos entoar por isso? Apenas uma, a de não termos compreendido nada do que nos acontece e do que somos capazes de fazer acontecer.

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