O medo nos torna perigosos

O medo nos torna perigosos

Oscar Quiroga

04 Setembro 2013 | 07h45

 

Às 7h45 de quarta-feira 4-9-13 a Lua ingressou em Virgem para completar sua fase NOVA em oposição a Netuno, sextil com Saturno, trígono com Plutão, sextil com Júpiter e conjunção com Mercúrio até 7h11 de sexta-feira 6-9-13, horário de Brasília.

Esse medo que arvoramos com orgulho para nos convencermos de que somos frágeis e inadequados para a tarefa de navegarmos na complexidade da vida é, na verdade, um sinal claro de que os perigosos da história somos nós mesmos.

Temos medo de nós mesmos, um medo inconfessável de saber que se as condições não forem exatamente iguais aos nossos caprichos e desejos arremeteremos contra a vida com a fúria que esse medo contém, destruindo o que estiver ao nosso passo.

O medo oculta a ira e a contém, o medo que sentimos declara o perigosos que somos, pois quando nos sentimos à vontade, em nossa intimidade e com as pessoas que nessa incluímos, o medo não se demonstra como fragilidade, mas como severidade, julgamentos críticos e oposições ferrenhas.

Esse medo que sentimos talvez nos salve de nós mesmos, talvez nos salve de sermos perigosos o tempo inteiro, mas não nos salva de termos de reconhecer que o perigo não está fora de nós e que de maneira alguma nós seríamos, pelo medo sentido, os personagens frágeis da história.

Esse medo que sentimos diante da complexidade da vida, esse medo que sentimos por nos enxergarmos inadequados e frágeis para o desempenho de resolver tudo que inventamos e as encrencas em que nos metemos, esse medo que sentimos não é fragilidade, denota que somos perigosos, que ameaçamos a vida com retaliações.

E vai tentar dormir com um barulho desses na alma!