O manifesto do fastio

O manifesto do fastio

Oscar Quiroga

03 de outubro de 2014 | 05h00

 

Às 5h de sexta-feira 3-10-14 a Lua que cresce ingressou em Aquário e está em quadratura com Mercúrio, trígono com Vênus e Sol, sextil com Marte, oposição a Júpiter e quadratura com Saturno até 15h32 de sábado 4-10-14, horário de Brasília. No mesmo período, Sol e Plutão em quadratura, Mercúrio inicia retrogradação.

A convergência de fatores mundanos e cósmicos autoriza um manifesto, para horror das hostes ignorantes e até para alimento delas. Desejo que espumem de raiva os militantes a soldo e que enxerguem nestas palavras o que verdadeiramente é, um escudo que, no mínimo, obstaculize o avanço da escuridão.

As forças totalitárias que, sempre sentindo-se no comando de si mesmas, não são nada além do que marionetes manipuladas por outras forças, essas sim além da imaginação, querem transformar o mundo num campo armado e, por isso, promovem o crime, promovem os movimentos que separam e dividem as pessoas, armam grupos que fazem reivindicações corretas, mas que agem de forma errada, teleguiados por essas forças.

Sinto muito informar, chegaram ao seu ápice e se encontram à beira do precipício que, desejo, as engula sem piedade e para sempre.

Tudo contrariará a lógica, e os lúcidos entoaremos alegres um: aleluia irmãos e irmãs!

Não é um momento de paz, mas não é para o sossego que nascemos, é para a guerra, e o campo de batalha nada tem a ver com contestar as opiniões sem fundamento que circulam por aí, o campo de batalha é subjetivo.

Somos deuses confinados aos limites materiais e nos seduz o dinheiro, o deus mais concreto e imediato que temos, o abridor de portas, aquele pelo qual os humanos ficam de quatro e se entregam, sacrificando princípios básicos.

Mesmo na lama continuamos deuses e ao céu retornaremos depois de enfastiados devidamente, enriquecidos não pelo dinheiro, mas pelo fastio.

Compaixão por aqueles que foram torturados e que hoje são torturadores? Para que? Eles e elas não precisam nem de nosso aplauso nem de nossa compaixão, são adultos o suficiente para compreenderem o destino que escrevem de próprio punho.

E digo de novo, aleluia irmão! Aleluia irmã!

Quando algo chega ao fim não há magia de marketing que possa desviar o curso da tragédia.

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