O infinito da imaginação

O infinito da imaginação

Oscar Quiroga

11 de julho de 2013 | 19h13

 

Às 19h13 de quinta-feira 11-7-13 a Lua que cresce ingressou em Virgem e está em sextil com Júpiter e Saturno, oposição a Netuno, trígono com Plutão, e sextil com Mercúrio e Sol até 12h27 de sábado 13-7-13, horário de Brasília. No mesmo período, Marte ingressa em Câncer.

É na hora de arrumar gavetas e começar a se desfazer de cacarecos e bugigangas acumuladas ao longo do tempo que você se depara com uma mania mental de encontrar utilidade e significado em coisas que, talvez, não tenham nem utilidade nem significado.

Seria isso um ruído mental a ser descartado, tal qual você deveria se desfazer dessas coisas?

Vale a pena uma análise mais aprofundada.

Em primeiro lugar, porque a mente é capaz de reconhecer o talento que produziu, por exemplo, uma caixinha de plástico, agora vazia, mas que continha o cartão de memória do aparelho de GPS que você comprou há alguns meses.

A caixinha agora está vazia, ocupando lugar na gaveta, mas está lá, porque sua mente enxergou algo interessante nessa, uma série de cavidades muito bem estruturadas, uma ordem, algo que levou a valorizar esse que, a partir desse momento, não seria mais um pedaço de plástico, mas uma peça sintética de uma ordem oculta, um lugar onde um dia você poderia guardar algo muito específico.

A caixinha ainda está vazia na gaveta e provavelmente assim permanecerá para sempre, pois não é para guardar alguma coisa que essa serve, mas para lembrar a você que sua mente é frenética buscadora de ordem, capaz de encontrá-la em objetos aparentemente sem valor algum.

A caixinha foi guardada, não para servir, apesar de ter sido essa a intenção, mas também como efeito comemorativo do momento em que sua mente elevou o status de uma mera caixinha de plástico ao infinito da imaginação.

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