O fio da meada

Oscar Quiroga

15 de dezembro de 2011 | 14h06

15-12-11 – quinta-feira – Das 14h06 até 23h21, horário de verão de Brasília, a Lua que míngua em Leão está em sextil com Saturno e oposição a Netuno.

Que a gente colhe o que plantar, não deve haver dúvida alguma a essa altura do campeonato, não é? É dado por sabido que as coisas se processam assim.

O problema é que não há linearidade nessa relação de causa e efeito, ou seja, muito do que colhemos aparece de forma tão tangencial e, por isso, como aparência de surpreendente, que a alma humana tem dificuldade de vincular uma coisa com a outra, acha que nada tem a ver com nada, perde o fio da meada.

Nossa humanidade pode perder o fio da meada, mas certamente o fio da meada nunca a perde.

Ou seja, pelos misteriosos labirintos do ainda mais misterioso destino, cujo instrumento preferencial é esse profundo mistério que chamamos Tempo, nós inevitavelmente nos deparamos com o que colocamos em marcha.

Para quê? Ora! O Universo responde a um plano, é produto de uma arquitetura inteligente e se nós, fazendo uso de nosso sagrado instrumento Liberdade, distorcemos as coisas e tentamos criar um mundo aparte com nossas peripécias egoístas, não haverá dúvida no destino, nos depararemos com nossos erros e teremos todas as chances de remediá-los.

Grosso modo, essa é a dinâmica do Karma, a qual certamente é mais complexa, a explicação anterior é a historinha para crianças.

Neste momento você pode se deparar com resultados de erros tão antigos que não seja possível confirmar sua procedência. Não importa, depois faça isso, Não importa, depois faça isso, antes de tudo conserte o erro, com boa vontade e paciência.

Afinal o que importa é consertar os erros e promover os acertos, pois, se ficássemos tentando lembrar do passado, principalmente das encarnações passadas, não nos sobraria tempo para existir na atual.

Próximo boletim será publicado às 23h21 de 15/12/11

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