O centro do Universo

O centro do Universo

Oscar Quiroga

11 de agosto de 2012 | 17h32

Das 17h32 de sábado 11-8-12 até 18h50 de domingo 12-8-12, horário de Brasília, a Lua que míngua em Gêmeos está em sextil com Sol e trígono com Marte e Saturno.

Cada personalidade humana se sente legitimamente o centro do Universo; apesar de não ser civilizadamente correto propagar esse idéia aos quatro ventos, cada personalidade o demonstra exigindo que as coisas sejam feitas do jeito que ela achar.

A fonte dessa ideação de originalidade e centralidade é, certamente, a luz divina que arde sem bruxulear no centro do coração, porém, não é dela a ideação que imagina a imposição de seus parâmetros como o melhor a fazer.

A vida na personalidade é ambígua, se alimenta de uma chama divina e age de forma parcial. O resultado disso é uma alma aprisionada num corpo temporário, com pretensões de eternidade.

Quando a personalidade compreende seus erros e pecados, voluntariamente se presta a tornar-se instrumento da alma, superando o medo de que com uma atitude dessas perderia o ansiado posto de centro do universo. Não é isso que acontece, porque essa pretensão estava errada e, pelo contrário, abdicando dessa pretensão ilusória a personalidade se enriquece e compreende que o Universo, sendo infinito, é uma esfera cujo centro está em todas as partes e sua circunferência em nenhuma.

Enquanto isso, até iluminar-se assim, toda personalidade é um pouco sádica e masoquista ao mesmo tempo, impondo condições aos semelhantes que nunca poderão ser satisfeitas e sofrendo com isso, mas não se desapegando do que a faz sofrer.