Nada de reformas!

Oscar Quiroga

24 de agosto de 2011 | 07h32

 

Às 7h32 de quarta-feira 24-8-11 a Lua que míngua ingressou em Câncer e permanece em sextil com Vênus, quadratura com Urano e oposição a Plutão até 16h47, horário de Brasília.

 

Da mesma forma com que proverbialmente não se pode fazer uma omelete sem quebrar os ovos, tampouco se poderia reformular o mundo sem destruir o antigo.

Já não é mais o caso de estabelecer reformas, é imprescindível construir um novo edifício e para isso o antigo terá de ser demolido, o que já se encontra em andamento e atingirá o momento (já vai tarde) de isso acontecer sem pena nem glória, apenas pela necessidade imperiosa de que aconteça.

Logo mais todos teremos de tomar decisões duras e difíceis perante as condições do mundo, porque esse deixará de ser uma entidade invisível e distante para se converter no que sempre foi, o somatório de todas nossas pequenas atitudes cotidianas.

O desleixo e a preguiça terão de ser sumariamente despejadas da consciência e nossa humanidade terá de assumir a mesma atitude dos japoneses depois da bomba de Hiroshima, só o trabalho incansável nos salvará.

Quanto antes isso acontecer, melhor para todos.

O exemplo, evidentemente, não virá de cima, especialmente na Terra Brasilis. Por aqui os melhores exemplos sempre vêm de baixo, daqueles anônimos que são considerados inferiores.

A nossa amada Terra Brasilis se encontra na mesma situação que a Rússia em 1915 de acordo com a descrição que copio a seguir:

Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (fugitiva da revolução russa, chegou aos EUA em 1915), mostrando uma visão com conhecimento de causa:

 “Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada;

 quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores;

 quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho,

 e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você;

 quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício;

 então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.

 

Próximo boletim será publicado às 16h47 de 24/8/11

 

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