Mentiras cansativas

Mentiras cansativas

Oscar Quiroga

01 de abril de 2014 | 02h20

 

Às 2h20 de terça-feira 1-4-14 a Lua que começou a crescer ingressou em Touro e está em sextil com Netuno e Júpiter, e trígono com Plutão até 2h29 de quarta-feira 2-4-14, horário de Brasília. No mesmo período, Sol e Júpiter em quadratura.

O dia da mentira é, antes de tudo, uma blasfémia, dedicar um dia ao ano para venerá-la é desnecessário, todo dia nossa humanidade mente.

Em segundo lugar, o dia da mentira é uma blasfémia com raízes discriminatórias, pois depois de a reforma gregoriana do calendário, em 1564, ter sido instituída e o início do ano determinado para o dia 1 de janeiro, aqueles de maior conhecimento mofavam dos que ignoravam a reforma e continuavam celebrando o início do ano nas festividades que culminavam no dia 1 de abril.

Nem a mentira nem a zombaria merecem respeito ou veneração para que um dia seja celebrado todos os anos, o dia de hoje é um vestígio de discriminação e falta de respeito do humano para com o humano.

Dito isso, que é de natureza cultural, passemos ao que importa, que é de natureza cósmica.

Se por ventura te sentires com mais cansaço do que o normal e com vontade de te dedicar a algo que te brinde com prazer, deves saber que isso também é necessário.

Também deves saber que não é necessário correr sistematicamente atrás do prazer e da sensualidade, mas que é absolutamente propício reservares um momento para isso, sem culpa, sem remorso, sem a sensação de cometeres pecados.

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