Mediocridade

Mediocridade

Oscar Quiroga

08 de agosto de 2013 | 00h58

 

Às 0h58 de quinta-feira 8-8-13 a Lua que cresce ingressou em Virgem e está em oposição a Netuno, sextil com Saturno, trígono com Plutão e sextil com Júpiter até 19h30, horário de Brasília. No mesmo período, Mercúrio ingressa em Leão.

Sinto informar que a mediocridade começa onde fraqueja a vontade de compreender a consequência de nossos pensamentos, palavras e obras.

Quando você pensa o que pensa, diz o que diz ou faz o que faz apenas porque reclama para si o direito divino de ser livre para agir, falar, desejar e pensar o que quiser, e assim se movimenta independente de reconhecer as consequências que seus semelhantes terão de arcar como resultado da prática de seu divino direito, aí mesmo começa a mediocridade.

Mediocridade não é apenas a cafonice, aliás, essa é tratada injustamente como medíocre, mas precisa ser respeitada como todas as outras formas pelas quais o espírito do tempo se manifesta.

Mediocridade é possuir capacidades e talentos, mas não desenvolvê-los. Mediocridade é agir de forma inconsequente, produzindo tragédias ou delas participando por omissão, e ainda por cima argumentar com sua própria mente, nunca confessando a argumentação, de que esses assuntos não seriam problemas seus.

Mediocridade é se apoiar na força numérica para fazer valer argumentos que reconhecidamente não são válidos, sendo legítimos apenas porque a maioria finge que são, por preguiça de continuar pensando.

Ser capazes de pensar, mas não pensar, eis o cerne da mediocridade!

E ainda mais, quando o ideal cristalino, puro e cheio de luz divina acena para você do outro lado do rio da vida e você se enleva por um instante, mas logo em seguida argumenta que por ser aparentemente impossível de se aproximar desse, por ser perfeito, melhor seria então ficar na margem em que se encontra, eis o cerne da mediocridade.

Sinto informar que, em medidas diferentes, todos sofremos de mediocridade e nela comungamos.

Uma triste constatação que está no outro lado do espelho no qual, como Narcisos, nos encantamos com uma imagem nossa que nos encerra em nós mesmos.

O egoísmo é medíocre.

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