Lua VAZIA

Lua VAZIA

Oscar Quiroga

28 Fevereiro 2013 | 05h38

Das 5h38 de quinta-feira 28-2-13 até 14h35 de sexta-feira 1-3-13, horário de Brasília, a Lua que míngua em Libra está VAZIA. No mesmo período, Vênus e Netuno em conjunção, Sol e Plutão em sextil.

O que fazer com tanto tempo LIVRE no meio da supostamente “semana útil”, em que o tempo não deveria ser livre, mas todo tomado por obrigações que amarram sua alma a uma atividade objetiva para a qual nem sempre tem disposição, muito menos quando a Lua é VAZIA, porque ela avisa, de dentro para fora, que seria uma inutilidade continuar tentando ser útil, do ponto de vista objetivo.

A “utilidade” se transfere a outro campo quando este tipo de ciclo astrológico se manifesta, se concentra na subjetividade, essa dimensão na qual apesar de passarmos a maior parte de nosso tempo, a civilização atual deu por menosprezá-la, como se fosse vaga demais para destilarmos dela uma informação “útil”.

Não se trata aqui de apregoar que qualquer viagem na maionese seja valiosa, mas de que toda atividade objetiva nasce na subjetividade, e a crítica à civilização consiste em ter inflacionado o artifício edipiano de rejeitar sua verdadeira origem.

Por isso a necessidade de recuperar, como parte da agenda civilizada, uma boa e sistemática relação com o ócio, o descanso, com a sagrada arte da despreocupação.

Todo período de Lua VAZIA oferece respaldo cósmico para isso, ou seja, neste atual e em todos os outros você recebe uma licença cósmica para se despreocupar.

Você acha que isso acontecerá automaticamente? Pois sim! Até muito pelo contrário, durante a Lua VAZIA a angústia crescerá, porque sua consciência seguirá a inércia proposta pelo calendário civilizado, mas não encontrando suporte cósmico para esse movimento se sentirá perdida, e como não é civilizado demonstrar desorientação, bem, a partir daí cada quem desempenha seu próprio estilo de desastre…

Consagre este período não apenas à despreocupação, mas também a fazer com que sua vida recupere o senso de beleza que deveria ser transformado em constante em vez de ser mera eventualidade.