Lua VAZIA

Lua VAZIA

Oscar Quiroga

07 Fevereiro 2013 | 10h45

Das 10h45 de quinta-feira 7-2-13 até 17h18 de sexta-feira 8-2-13, horário de verão de Brasília, a Lua que míngua em Capricórnio está VAZIA. No mesmo período, Mercúrio e Marte em conjunção.

O neg-ócio é a negação do ócio, uma atividade fundamental e importante para que a objetivação dos planos de prosperidade possa seguir em frente da melhor forma possível. De fato, seria impossível prosperar em eterno ócio.

Porém, tão impossível seria também prosperar em eterno negócio, sem descanso, sem um período consagrado à despreocupação, pois é nesse estilo do “dolce far niente” que nossa humanidade fica mais criativa, mais inventiva, sendo capaz de imaginar mundos melhores e ela inserida nesses.

Depois, quando o tempo do negócio acontece novamente, o que era imaginado poderá ser posto em prática e experimentado objetivamente.

Todo período de Lua VAZIA é auspicioso para o ócio, todos os outros são propícios ao neg-ócio.

Este período de Lua VAZIA em particular, porém, é de natureza mista, o que o torna mais imprevisível e complexo.

Tanto pela sua extensão, que morde horários muito importantes do mundo dos negócios, quanto pela profundidade de seus significados, que movimentam regiões muito delicadas da alma humana, e também pela coincidência com o calendário da civilização, que registra este período na antessala do Carnaval; enfim, várias fontes convergem para tornar este momento muito intenso e complicado.

No mínimo, quem tiver intenção de começar seus movimentos na direção dos festejos de Carnaval, precisa tomar cuidado redobrado nas estradas e aeroportos, a coisa pode ficar muito irritante nessas dimensões.

Para os trabalhadores do Carnaval, que se encontram fazendo os últimos ajustes de tudo, cuidado redobrado também, para que os pequenos desleixos de agora não se transformem nos grandes resultados problemáticos de amanhã.

Para essa porção da humanidade que quer distância dos tumultos e do Carnaval, que comece seu recuo exatamente agora, sem brigar com ninguém e sem levantar o dedo para fazer um sermão contra o Carnaval, pois se a posição distante desse festejo tiver de ser respeitada, isso deve começar com o respeito pela própria festividade.

Afinal, como se poderia criticar a humanidade por querer subverter o mundo, nem que seja de brincadeira?