Lua Cheia de Graça e Des-Graça

Lua Cheia de Graça e Des-Graça

Oscar Quiroga

27 de novembro de 2012 | 22h59

Às 22h59 de terça-feira 27-11-12 a Lua ingressou em Gêmeos onde completa a fase Cheia entre a quadratura de Netuno e a conjunção com Júpiter, até 23h05 de quarta-feira 28-11-12, horário de verão de Brasília.

É mais o que desconhecemos da Vida do que aquilo que achamos saber, está assim configurado o mistério em que navegamos tateando o tempo inteiro, já que pouco sabemos e muito mais desconhecemos. Podemos até afirmar que na maior parte do tempo não vivemos a vida, que é a Vida que nos vive, pois só ela conhece seus próprios mistérios. Ah! Se tivéssemos a coragem de nos entregar à Vida e ela nos conduzisse… Porém, temos essa mania de consciência dominadora, de um Corisco oculto em todos nós, que não se entrega não!

Apesar disso nós queremos decifrar todos os mistérios, nós queremos nos aproximar do centro nevrálgico onde as conexões surgem, mas não somos puros o suficiente para fazer essa aproximação sem que a visão nos destrua. Por pura compaixão permanecemos, como resultado disso, ignorantes, mas não porque sejamos incapazes de saber, e sim porque não enxergamos, por falta de pureza, o que é evidente.

Melhor assim, que o mistério essencial permaneça fora do alcance dos olhos profanos, que logo pretenderiam se apossar do Poder da Vida e fazer estripulias com esse, sempre destrutivas, profanas no pior e menos divertido dos termos.

Por essa e por outras tantas razões, as Luas Cheias acabam manifestando, aqui na Terra de nossa humanidade, o oposto do que verdadeiramente são.

Do ponto de vista cósmico, é o momento em que pela maior circulação de Vida, e se nossos canais de percepção e ação estivessem purificados e devidamente abertos, seria a glória aqui em nosso mundo. Porém, como queremos fazer passar a colossal energia cósmica através de pequenos buracos que distorcem o mistério da Vida, o resultado é violência, que é o que normalmente experimentamos em todas as Luas Cheias aqui na Terra.

Orações alegres e meditações sublimes são os antídotos, que cada pessoa faça as suas e, ainda, se houverem reuniões para que essas orações e meditações sejam desenvolvidas grupalmente, melhor ainda! Toda ajuda seria pouca para essa humanidade ignorante, mas cheia de si, que violenta a natureza que lhe dá sustento.

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