Excessos

Excessos

Oscar Quiroga

03 de novembro de 2012 | 16h20

Das 16h20 de sábado 3-11-12 até 6h38 de domingo 4-11-12, horário de verão de Brasília, a Lua que míngua em Câncer está em oposição a Plutão e quadratura com Vênus.

A combinação do “sábado à noite” da civilização humana com as condições cósmicas dispõe um período de excessos, os quais, sempre ferventes e intensos no começo, são capazes de terminar em violência, pois abrem portas de infernos latentes na pouco lapidada alma humana.

Apostar todas as fichas na intensidade de um momento, se jogando em experiências de forma inconsequente, eis o perigo atual.

De fazer sexo sem camisinha a mentalmente se embrenhar em complicados raciocínios que legitimem vinganças ferozes, passando pelo uso indiscriminado de entorpecentes e narcóticos; tudo, no início, parece legítimo e tão intenso que a alma se vê tentada a se jogar no abismo confiante de ser capaz de se livrar da queda.

Tudo é perigoso, tudo é atrativo. Tudo se pode entre o céu e a terra, porém, muitas coisas são inconvenientes mesmo, não pelo momento da experiência, que agrada as paixões, mas pelas consequências.

E reagir a essa afirmação tachando-a de moralista já é sinal de o quanto a alma retorce pensamentos para legitimar a inconsequência.

Sempre haverá consequências, é impossível colocar em marcha experiências e achar que essas não seriam sementes que, de forma infalível, germinariam e dariam seus respectivos frutos.

Viver o momento não é viver de forma inconsequente, interpretar o provérbio de outra maneira é perverter o que pode ser bom, distorcendo a idéia de tal maneira que conduza a objetivos ruins, os quais, como sempre, não apenas destroem quem os pratica como também disseminam mal para tudo quanto é lado.

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