EU inferior – EU superior

EU inferior – EU superior

Oscar Quiroga

05 de agosto de 2013 | 13h59

 

Às 13h59 de segunda-feira 5-8-13 a Lua ingressou em Leão onde completará sua fase NOVA em quadratura com Saturno e trígono com Urano até 18h52 de terça-feira 6-8-13, horário de Brasília.

Há uma dimensão do EU que se identifica única e exclusivamente consigo mesma, desprezando tudo que for diferente e que não estiver ao seu alcance, predando a realidade para suprir suas demandas, pensando e sentindo centripetamente, sempre centrada em si mesma, e se por acaso alguém for convidado a entrar nessa dimensão o fará na qualidade de objeto a ser manipulado e dominado, caso isso não seja possível será sumariamente descartado.

Esse é o EU predador, funciona em todos os seres humanos, mudando apenas a magnitude desse, oscilando do extremo de tomar todo o tempo até ser tão leve quanto passar despercebido, sem, no entanto, desaparecer completamente.

Há, porém, outra dimensão do EU, capaz de identificar nas outras entidades de sua espécie semelhanças e se movimentando na direção de compartilhar da melhor forma possível as experiências, julgando com equanimidade os acontecimentos, tolerando, praticando a compaixão, a solidariedade e se esforçando para estabelecer laços de cooperação mutua.

Chame você um de EU inferior e o outro de EU superior, fato é que todos somos o que somos pela magnitude dessas dimensões do EU, que tomam decisões e se responsabilizam, mesmo não o fazendo intencionalmente, sobre as consequências do seus atos.

Evidentemente, o EU inferior limita e constrange não apenas a si mesmo, mas principalmente a todas as outras pessoas com que entrar em contato.

Já o EU superior liberta e se movimenta sempre na direção da partilha, da distribuição, da necessidade de fazer com que a convivência com os semelhantes seja a melhor possível.

O que faz os humanos estacionarem no EU inferior ou se desenvolverem no sentido do EU superior? Esse não é um processo automático nem muito menos instintivo, mesmo porque é equivocado falar de instintos na espécie humana, em nós só há impulsos e pulsões, mas não instintos.

A escolha entre o EU inferior e superior se faz no íntimo, como fruto das experiências e das visões interiores que vamos desenvolvendo.

De vez em quando, como agora, fica mais evidente essa escolha, é propício se dedicar a essa, a despeito de que para fazê-lo se deva enfrentar verdades duras.

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