Emoções desencontradas

Emoções desencontradas

Oscar Quiroga

05 de outubro de 2014 | 06h24

 

Às 6h24 de domingo 5-10-14 a Lua que cresce ingressou em Peixes e está em trígono com Mercúrio, conjunção com Netuno, sextil com Plutão, quadratura com Marte e trígono com Saturno até 16h38 de segunda-feira 6-10-14, horário de Brasília.

Fecha tua boca como se fosse um zipper para que fantasias mal lapidadas não se manifestem, ou não sabes, enfim, que palavras ditas não podem mais ser recolhidas?

Deixa de lado a vontade de comentar e enquanto isso faze as pazes com teu destino, do jeito que mais te agradar. Apaga todo o estresse do passado, retorna ao idílio de: “vamos fazer amor e não a guerra”.

Consolida teus pés nesse caminho que nunca deverias ter abandonado, nem por dinheiro nem por nada.

Agora, com a alma tomada de alegria, reconhece, Tu não és a única presença atormentada pelas emoções desencontradas e misturadas, Tu não és a única alma à deriva no infinito.

Dá para relaxar então? Muito vaivém e excesso de comentários sem fundamento produzem enlouquecimento, e aí, impulsivamente, cobras das pessoas próximas que elas mantenham a cabeça no lugar, mas não são só elas as tomadas por emoções misturadas e desencontradas, todos estão à deriva no infinito, uns adernando demais, outros parecendo de pé, mas, sendo que todos levitamos no infinito, onde é em cima e onde é embaixo?

As entranhas de todos estão feridas, quem precisa de cobranças e sermões moralistas? Onde está a mão carinhosa que um dia prometeste que darias?

Sai do alto de teus convencimentos equivocados, de tuas fantasias mal lapidadas, que estão criando sulcos e vincos na tua pele, Tu precisas dançar mais antes que seja tarde.

A vida era para ser aquela festa gloriosa que nunca acaba, era para todos suportarmos nossas dores juntos em vez de nos especializar em fazê-las pesar ainda mais.

Assume, Tu não és a única alma a desorientar-se por tanta emoção desencontrada, antes de ti foram milhões, serás Tu apenas mais um da corrente, ou vamos juntos aliviar a nossa dor e também a dos que virão depois de nós?

Estamos à deriva no infinito, ou há um desenho oculto que nos livra de toda perdição?

Nenhum de nós é tão único e original quanto desejaria. Então, peguemos o mundo que nos atormenta pelo pescoço, bebamos os sólidos e mastiguemos os líquidos, dancemos e façamos amor como se fosse a última vez em vez de gastar nosso tempo fazendo comentários insípidos.

Vamos dançar, esta pode ser a última vez, let’s rock and roll.

Nossas emoções desencontradas não são únicas nem originais, mas nós podemos fazer delas a oportunidade de, no mínimo, sermos maiores do que fomos até aqui.

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